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SPBNC: Gênesis

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Este é o artigo SPBNC para supostas profecias bíblicas não cumpridas no livro de Gênesis de acordo com o site A Bíblia do Cético Comentada.

Morte de Adão Edit

Afirmação Edit

  • Deus diz que se Adão comer da árvore da ciência do bem e do mal, ele morrerá. Mais tarde Adão come da fruta proibida [3:6] e vive durante 930 anos [5:5]. [2:17]

Avaliação Edit

O problema jaz na ignorância com relação a temas espirituais, bem como incompreensão.

Primeiramente, provavelmente esta parte não é uma profecia, mas um mero aviso. Profecias são sempre ditadas de forma imperativa ("Isto vai ocorrer"), e não de forma parcial, caso algo ocorra - como no caso desta parte, que só ocorreria caso Adão pecasse.

Como é sabido no meio cristão [mais culto], há duas mortes: a morte física e a morte espiritual. Morte física é aquela sobre a qual a biologia trata, normalmente tida como verdadeiramente ocorrida quando o cérebro deixa de funcionar. Morte espiritual significa separação do homem de Deus. Duas separações foram preditas na Bíblia, sendo que uma já se cumpriu: a primeira, a que foi dita a Adão, e que se referia a uma morte relativamente parcial - uma vez que o homem ainda poderia ter contato com Deus, como vemos no registro bíblico através de profetas e do Espírito Santo, bem como nos dias de hoje - e a segunda, relatada no livro de Apocalipse de João, chamada de "segunda morte" (Ap 21:8) que define, totalmente, a separação dos homens não-salvos de Deus, quando estes forem lançados no lago de fogo.

Em resumo, quando Deus afirmou que Adão morreria, não se referia à morte física, mas a espiritual, uma vez que o pecado entraria no ser humano e este, como já foi explanado, passaria a ser separado de Deus. Não há uma única sombra de falsa profecia. Além do mais, a morte física já estava prevista naturalmente (independente de Adão ter pecado ou não, ele morreria fisicamente), a menos que Adão tivesse comido da Árvore da Vida, que lhe daria a imortalidade (Gn 3:22). Uma vez que está implícito que somente comenda do fruto desta árvore ele viveria eternamente, é conclusivo que ele, sem dela, não viveria eternamente e, portanto, não faria o menor sentido Deus ter se referido à morte física uma vez que Adão, comendo ou não, morreria fisicamente, o que comprova a morte espiritual. Cita-se um trecho do livro Mundo em Chamas, escrito pelo conferencista mundial Billy Graham:

Deus avisara antes: "Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres, indubitavelmente morrerás" (Gênesis 2:17). Por ter o homem violado esse mandamento de Deus, morreu espiritualmente e teve de enfretar a morte eterna. As consequências do pecado cometido por Adão e Eva foram imediatas, de longo alcance e terríveis.[1]

Abel errante Edit

Afirmação Edit

  • Como castigo pela morte de Abel, Deus diz que Caim será "fugitivo e errante." Um pouco mais a frente, nos versos [16 e 17] Caim se estabelece, se casa, tem um filho e constrói uma cidade. Isto não é atitude que se esperaria de um fugitivo e errante. [4:12]

Avaliação Edit

Como o próprio autor afirma, é de sua opinião que a posição de vida de Abel não é característica de fugitivo e errante, quando devemos lembrar que quem proferiu as palavras foi Deus e, portanto, é sobre o Seu modo que devemos considerar.

O autor afirma que "Caim se estabelece". No entanto, o ato de ser fugitivo e errante não implica em andarilho sem rumo, sem propósito e relacionados. Em si, Caim foi "para fora" da congregação dos filhos de Adão, morando longe destes, tendo habitado na região do Node, que significa "peregrinação, exílio"[Nota 1]. Uma vez que Caim foi para longe do Éden e, consequêntemente, para longe do restante da humanidade ainda habitante perto de Adão, ele já cumpriu a ordem de Deus. Além do mais, a informação de que Caim construiu uma cidade não implica numa cidade grande propriamente dita, como logicamente se conclui, mas numa aglomeração fixa para várias famílias, como um vilarejo; uma habitação permanente[Nota 2]. Além disso, casar e ter um filho não opõe-se de maneira alguma ao "ser fugitivo e viver errante".

Abrão e a terra de Canaã Edit

Afirmação Edit

  • Deus promete para Abrão e todos os seus descendentes a terra de Canaã. Mas a história e a Bíblia [At 7:5] e [Hb 11:13] mostra que a promessa de Deus para Abrão não foi cumprida. [13:15], [15:18], [17:8], [28:13-14]

Avaliação Edit

A afirmação beira o ridículo. Como pode-se afirmar que isso não ocorreu, uma vez que o reinado de Davi e Salomão extendeu-se sobre Canaã? Na prática, antes mesmo destes dois reis - que foram os primeiros a consolidar a promessa definitivamente - a terra de Canaã já estava nas mãos dos israelitas pelos esforços de Josué e dos juízes que se seguiram a ele. Sobre as passagens:

  • Atos 7:5 afirma o que já foi dito: Deus prometeu a terra de Canaã a Abrão (Abraão) e a sua descendência. Como Abraão não era uma grande nação (antes, uma família de aprox. 70 pessoas)[fonte?], não é de se esperar que ele viesse a morar em toda a terra de Canaã. Então, Deus prometeu dar-lhe a posse da terra, que se cumpriu definitivamente com seus filhos e com os seus descendentes, como o próprio versículo afirma.
  • Hebreus 11:13 de maneira nenhuma afirma que a promessa não se cumpriu. Este trecho se refere aos israelitas que, duvidando de Deus, preregrinaram 40 anos no deserto e que não puderam entrar na terra de Canaã, mas sim seus filhos, que entraram. Não há a menor contradição afirmar-se que uma geração não possui a terra, mas a geração seguinte possuiu.
  • Gn 13:15 afirma-se de acordo com aquilo que está em At 7:5, que Deus prometeu a terra de Canaã a Abraão. O erro aqui é que "possuir uma terra" e "habitar numa em caráter de possessão" são coisas diferentes. A terra de Canaã foi, sim, prometida por Deus a Abraão, o que não significa que ele teve um palmo dela, por mais que nela tenha habitado em boa parte do tempo.
  • Gn 15:18 afirma o que já foi dito: Deus prometeu à descendência de Abraão a posse definitiva da terra de Canaã, que se cumpriu.
  • Gn 17:8 afirma a mesma coisa. No entanto, aqui já se aplica a questão do "perpétua", isto é, Deus prometeu a Abraão que a terra de Canaã seria perpetuamente dos seus descendentes, mas o contexto implica em descendentes servos de Deus, tal como Abraão, o que explica o porquê de, de tempos em tempos, um rei estrangeiro ter dominado politicamente a terra de Canaã.
  • Gn 28:13-14 a mesma coisa.

Tempo do cativeiro Edit

Afirmação Edit

  • Quanto tempo durou o cativeiro no Egito? Este verso diz 400 anos, mas em [Ex 12:40] e [Gl 3:17] dizem 430 anos. [15:13]

Avaliação Edit

430 anos. O dito "400 anos" é uma versão mais genérica em relação à mais precisa, de 430 - tal qual o primeiro relato da Criação, que é mais genérico e cuja finalidade principal é a ordem da criação, em relação à segunda narração, que é mais específica sobre o nascimento do ser humano.

Gerações de Abraão e o retorno do Egito Edit

Afirmação Edit

  • "E a quarta geração [dos descendentes de Abraão] tornará para cá." Mas, se nós contamos desde Abraão, então o retorno deles aconteceu depois de sete gerações: Abraão, Isaque [21:1-3], Jacó [25:19-26], Levi [35:22-23], Coate [Ex 6:16], Anrão [Ex 6:18] e Moisés [Ex 6:20]. [15:16]

Avaliação Edit

Terras e terras Edit

Afirmação Edit

  • Deus promete para os descendentes de Abrão as terras desde o Nilo até o Eufrates. Mas de acordo com [At 7:5] e [Hb 11:13] a promessa de Deus para Abrão não foi cumprida. [15:18]

Avaliação Edit

Números Edit

Afirmação Edit

  • Deus promete fazer os descendentes de Isaque tão numerosos quanto "as estrelas dos céus" que, claro, nunca aconteceu. Os judeus sempre foram uma pequena minoria. [26:4]

Avaliação Edit

O que Deus fez foi, obviamente, uma "força de expressão" para dizer para Abraão que seus filhos seriam numerosos - não reconhecer isso é indicativo de uma apelação forçada a obter um erro onde não há -. Como o número de estrelas visíveis é relativamente grande (1.100), foi o suficiente para Abraão entender que Deus prometera-lhe uma grande descendência.

Já sobre o de os judeus sempre terem sido minoria, tal acusação é infundada uma vez que tais afirmações são totalmente relativas. Comparar o número de judeus com a população atual de chineses, por exemplo, seria ridículo uma vez que Deus não estava a considerar chineses quando falava com Abraão [implícito]. Outra coisa é que Deus não revelou o período da História em que ele considerou quando fez a afirmação. Se formos nos lembrar da saída do povo hebreu do Egito, eles eram considerados numerosos. Pelos números de guerreiros relatados nos livros de Reis, Crônicas e relacionados vemos que havia milhares de homens, o que é suficiente para a utilização de "povo numeroso". Na prática, mais de uma centena já basta para a aplicação desta afirmação.

Nomes de Jacó Edit

Afirmação Edit

  • Deus renomeia Jacó duas vezes [32:28] e [35:10]. Deus diz que Jacó será chamado de Israel daqui em diante, mas a Bíblia continua chamando-o de Jacó [47:28-29]. E o próprio Deus o chama de Jacó em [46:2]. [32:28], [35:10]

Avaliação Edit

Argumento beirando o ridículo. Há passagens bíblicas que Jacó é chamado de Israel (Ex 3:15, Ex 32:13, I Rs 18:36, I Cr 1:34, I Cr 29:18, etc). Pronto! uma vez que a profecia afirmava que Jacó seria chamado de Isarel e, de fato, ele é chamado de Israel, a profecia já está perfeitamente cumprida. Não teria se cumprido se ele nunca tivesse sido chamado de Israel desde o dito do Senhor, o que não ocorreu, e o texto não afirma que ele iria ser chamado de Israel, como que o outro nome devesse ser apagado dos registros.

Jacó ou Israel? Edit

Afirmação Edit

  • Deus chama Jacó de Jacó, embora ele tenha dito [32:28] e [35:10] que seu nome não seria mais Jacó, e sim Israel. [46:2]

Avaliação Edit

Resposta na questão anterior.

Jacó no Egito Edit

Afirmação Edit

Deus promete devolver Jacó ao Egito, mas Jacó já estava no Egito. [47:28-29] [46:3]

Avaliação Edit

Vejamos o que o texto afirma:

  • "Jacó viveu na terra do Egito dezessete anos; de sorte que os dias de Jacó, os anos da sua vida, foram cento e quarenta e sete. Aproximando-se, pois, o tempo da morte de Israel, chamou a José, seu filho, e lhe disse: Se agora achei mercê à tua presença, rogo-te que ponhas a mão debaixo da minha coxa e uses comigo de beneficência e de verdade; rogo-te que me não enterres no Egito," - Gn 47:28-29

e

  • "Então, disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer para o Egito, porque lá eu farei de ti uma grande nação." - Gn 46:3

É interessante o modo como esta afirmação foi inventada. Deus não prometeu "devolver Jacó ao Egito" de maneira alguma quando este já estava no Egito. Segundo os textos apontados, Jacó foi convidado a ir ao Egito e Deus afirmou que estaria com ele e que seria no Egito que Deus faria de Jacó uma grande nação. Após viver 17 anos no Egito, Jacó pede a seu filho José que prometa-o que ele seja enterrado em Canaã, o que aconteceu quando o povo hebreu retornou à terra de Canã 470 anos mais tarde[fonte?].

Reis Edit

Afirmação Edit

  • A tribo de Judá reinará "até que venha Siló", mas o primeiro rei de Israel (Saul) era da tribo de Benjamim [At 13:21], e a maior parte do tempo depois desta profecia não houve nenhum rei. [49:10]

Avaliação Edit

Vejamos o que todo o texto afirma:

  • "Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti. Judá é leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos. Ele amarrará o seu jumentinho à vide e o filho da sua jumenta, à videira mais excelente; lavará as suas vestes no vinho e a sua capa, em sangue de uvas. Os seus olhos serão cintilantes de vinho, e os dentes, brancos de leite." - Gn 49:8-12

A questão está no momento em que a profecia teria começo e quem é Siló. Uma ótima resposta a esta acusação se encontra na Ryrie Study Bible:

Judá (que significa "louvor") se tornaria o líder entre as triboas, forte como um leão novo que tivesse comida sua presa, e seguro como um leão adulto que ninguém ousaria provocar (v. 9). Esta predição não começou a se cumprir senão a partir do tempo do rei Davi, 640 anos depois da profecia de Jacó. Siló significa, provavelmente, "aquele que traz (ou "até que ele receba o que diz respeita a) paz", referindo-se ao Messias, que seria da tribo de Judá (Ap 5:5). Em Sua Segunda Vinda, o Messias será mundialmente reconhecido. Os vv. 11-12 descrevem a prosperidade milenar, com vinhas tão frutíferas que ninguém hesitará em amarrar seu jumento às videiras (embora o jumenta seja um herbívoro), com vinho tão abundante quanto a água e com pessoas extremamente saudáveis (cf. olhos cintilantes).[nota 1]

Morte de José Edit

Afirmação Edit

  • Ao contrário do que diz a profecia em [48:21], José morreu no Egito, não em Israel. [50:24]

Avaliação Edit

Eis o que afirma as passagens citadas:

A suposta profecia
  • "Depois, disse Israel a José: Eis que eu morro, mas Deus será convosco e vos fará voltar à terra de vossos pais." - Gn 48:21
Morte de José
  • "Disse José a seus irmãos: Eu morro; porém Deus certamente vos visitará e vos fará subir desta terra para a terra que jurou dar a Abraão, a Isaque e a Jacó. José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará, e fareis transportar os meus ossos daqui." - Gn 50:24-25

Na prática, não é possível determinar se o que Jacó proferiu foi uma profecia, e não um mero desejo, acreditando que Deus, de fato, faria subir seus descendentes de volta a Canaã (e não Israel como foi afirmado, que naquele tempo sequer existia). De fato, José (e todos os seus irmãos) faleceram no Egito, e os descendentes de Jacó voltaram à terra de Canaã como disse Israel. Se, porventura, viesse a implicação forçosa de que Israel estava se referindo necessariamente aos seus 12 filhos e não aos seus descendentes em geral (que naquela época já incluíam os dois filhos de José e provavelmente filhos dos outros 11 filhos, o que sugere a indicação de "descendentes" e não meramente "filhos"), a refutação clara estaria de que o que Israel proferiu não foi profecia (Deus não o disse, nem tampoucou ele falou em o nome do Senhor, nem recebeu revelação dele de alguma maneira), mas sim um desejo pessoal de ver a promessa de Deus para Abraão cumprindo-se em seus filhos (i.e. o mais rapidamente quanto possível).

Notas

  1. Nota sobre Gn 49:8-12, pg 76

Referências

  1. Graham, Billy - Mundo em Chamas, pg 91



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