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Neste artigo constam as supostas contradições do Gênesis de acordo com o site cético A Bíblia do Cético Comentada bem como suas respectivas refutações (o artigo original pode ser visto clicando-se aqui). O trabalho aqui envolvido contou com a colaboração do site Descontradizendo Contradições na WEB, cujas refutações originais podem ser conferidas através deste link.

As duas histórias contraditórias sobre a criação.Edit

AlegaçãoEdit

  • Primeira história
  1. O homem foi criado depois dos outros animais. [Gn 1:25-27]
  2. O homem e a mulher foram criados simultaneamente. [Gn 1:27]
  • Segunda história
  1. O homem aparece antes dos outros animais. [Gn 2:18-19]
  2. O homem foi criado primeiro, então os animais, e só depois a mulher, da costela do homem. [Gn 2:18-22]

AvaliaçãoEdit

Tendo em vista uma interpretação literalista com a pressuposição de inerrância bíblica, conclui-se que ambas as passagens contam a mesma história, só que de pontos de vista diferentes, i.e. cada uma foi escrita com um propósito.

A primeira parte é focada na apresentação de como teria sido a criação segundo um ponto de vista cronológico, i.e. o que Deus criou em cada dia e qual foi a ordem. O foco não está nos detalhes, mas na ordem em que Deus agiu. Já a segunda parte conta mais detalhadamente como teria sido a criação de ambos, tudo no sexto dia. Como Geisler e Howe afirmam: "Gênesis 1 dá a seqüência dos eventos; Gênesis 2 fornece mais informações a respeito deles."[1].

A acusação também falha em problema de leitura: a interpretação de que Gn 1:27 diz que Deus criou o homem e a mulher "ao mesmo tempo" é falsa, pois o que a passagem diz é que Deus criou ambos no sexto dia, não havendo espaço e nem palavra que indique que isto se sucedeu "simultaneamente" (i.e. "ao mesmo tempo"). A mesma coisa sucede com a criação do ser humano em relação à dos animais: a passagem de Gn 1:25-27, embora possa ser interpretada assim, não afirma categoricamente que o ser humano foi criado depois dos "outros" animais; apenas informa que ambos, o ser humano e os animais, foram criados no mesmo dia. É provável, todavia, que isso tenha sido assim, já que daí a história segue um desenvolvimento mais organizado e faz mais sentido com a parte detalhada da criação, a segunda. Ao mesmo tempo, a interpretação acerca de Gn 2:18-22 também está errada, pois as palavras "Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem..." não significa que os animais foram criados depois do homem, mas apenas que, tendo Deus os criado (i.e. eles já existiam), Deus os trouxe perante Adão, assim: "Deus criou os animais. Então, Deus criou Adão. Já havendo Deus criado os animais, trouxe-s perante Adão para lhes dar nome.

Quanto tempo levou para criar os céus e a terra?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Não há nenhuma contradição entre as passagens (talvez isso seja resultado de problemas de tradução). O que os versículos dos "6 dias" apontam é a descrição da criação (note-se o problema de interpretação literal), enquanto que Gn 2:4 apenas "volta-se para o que foi dito e afirma: esta é a gênese, i.e. assim que se sucedeu". Recomenda-se verificar a versão Revista e Atualizada para verificar esse ponto.

As plantas foram criadas antes ou depois dos homens?Edit

Talvez essa refutação não esteja correta. Se você souber uma refutação mais coerente, comente na página de discussão.

AlegaçãoEdit

  • As plantas foram criadas depois dos homens. [Gn 2:4-7]

AvaliaçãoEdit

Este detalhe possui fortes relações com a interpretação que o autor usa sobre Gênesis.

Uma resposta possível é que, embora Deus tenha criado as plantas antes dos seres humanos, a sua germinação (uma palavra omitida na acusação) só ocorreu depois da criação de Adão. Outro detalhe foi a omissão do termo "do campo", que pode levar o leitor a interpretar o texto da seguinte maneira: Deus criou relva e árvores frutíferas antes de Adão, como está escrito em Gn 1:11 e 12, enquanto que plantas do campo ainda não haviam germinado. Neste caso, faltaria saber o que o autor tinha por plantas segundo esta classificação antiga (a comunidade Descontradizendo contradições na Web sugere que possa ser uma referência a plantas de cultivo[2]). De qualquer maneira, é notável que o autor tenha omitido alguns termos de especificidade para melhor aparentar a existência de uma contradição.

Quando as estrelas foram criadas?Edit

AlegaçãoEdit

  • No quarto dia da criação, depois da criação da terra. [Gn 1:16-19]

AvaliaçãoEdit

De onde foram criadas as aves?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Em nenhum momento Gn 1:20-21 afirma que Deus fez as aves "da terra":

Disse também Deus: Povoem-se as águas de enxames de seres viventes; e voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus. Criou, pois, Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoavam as águas, segundo as suas espécies; e todas as aves, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom.

O homem foi criado antes ou depois dos outros animais?Edit

AlegaçãoEdit

  • O homem foi criado depois dos outros animais. [Gn 1:25-27]
  • O homem aparece antes dos outros animais. [Gn 2:18-19]

AvaliaçãoEdit

Esta contradição está presente na número 1 e lá já foi refutada.

Quantos deuses existem?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

O autor fez confusão com relação ao significa do termo "deus", que varia de acordo com o contexto: no sentido de "deus" como um ser divino, supremo, soberano sobre o universo, só há um, em três centros de consciência (Pai, Filho e Espírito Santo). Já no sentido de coisas aos quais o termo "deus" é atribuído (i.e. não o são por natureza, mas lhe são atribuídos este título) existem vários (e.g. Zeus, Thor, Brahma, etc.). E finalmente há o termos "deus" sendo aplicado a uma titularidade de ser superior, relacionados a Deus, nos quais incluem os filhos de Deus (i.e. os salvos). Logo, a pergunta comete um erro de simplificação, supondo que só há um sentido para a palavra "deus" em relação a qual todos os versículos apontados se dirigiriam - o que, como visto, não é o caso.

Adão pode comer de qualquer árvore?Edit

AlegaçãoEdit

  • Adão pode comer de toda árvore. [Gn 1:29]
  • Há uma árvore da qual ele não pode comer. [Gn 2:17]

AvaliaçãoEdit

A alegação está baseada no mesmo erro presente na primeira alegada contradição: o capítulo 1 de Gênesis revela uma visão geral da criação, enquanto que o capítulo 2 expõe os detalhes. Logo, não há contradição: havia uma árvore da qual Adão não podia comer, árvore esta que o capítulo 1 não menciona e, por ser exceção, ficou de fora da generalização "Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento.".

Adão morrerá no dia em que comer da árvore da ciência.Edit

AlegaçãoEdit

  • Adão morrerá no dia em que comer da árvore da ciência do bem e do mal. [Gn 2:17]
  • Adão come da árvore, e ainda vive 930 anos. [Gn 3:6, 5:5]

AvaliaçãoEdit

Trata-se de um caso de ignorância teológica. Na Bíblia (e, portanto, no Cristianismo) o termo "morte" pode possuir mais de um sentido além do da morte natural (biológica): pode significar morte moral (alguém passar a ser imoral) ou morte espiritual (queda em pecado, separação espiritual de um indivíduo em relação a Deus). Geisler e Howe comentam:[1]

A palavra "dia" (yom) nem sempre significa um dia de 24 horas. "Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem" (SI 90:4; cf. 2 Pe 3:8). Assim realmente, Adão morreu dentro de um "dia", neste sentido. Ainda, Adão começou a morrer fisicamente no exato momento em que pecou (Rm 5:12), e ele morreu também espiritualmente naquele preciso instante em que pecou (Ef 2:1). Portanto Adão morreu de diversas formas, cumprindo assim o pronunciamento de Deus (em Gn 2:17).

O casamento é uma boa coisa?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Os termos usados ("aprovado" e "desaprovado") são palavras muito genéricas e não deveriam ter sido utilizadas, pois dão um sentido que não é o que o texto transmite. Analisemos cada um deles:

  • Gn 2.18: Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.
Aqui o casamento é genuinamente aprovado tendo em vista que a solidão do homem é indesejável. Observa-se a questão do momento: antes da graça de Cristo.
  • Pv 18.22: O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do SENHOR.
Tudo bem.
  • Mt 19.5: e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?
Nesta passagem não há indicação de "aprovação" do casamento por parte de Deus, mas apenas o relato de Jesus, em tom histórico, de que Deus ordenou o casamento como padrão de vivência dos seres humanos.
  • Hb 13.4: Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros.
Tudo bem.
  • I Co 7.1: Quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher;
Esta interpretação é claramente torpe. Note que o versículo prediz um contexto não explícito: trata-se de uma resposta a uma pergunta que os coríntios fizeram a Paulo. Se a pergunta diz respeito à sexo [fora do casamento], por exemplo, então a interpretação já falha e Paulo não está a "desaprovar" o casamento, mas avisar que este "toque em mulheres" não é bom. O complemento presente no versículo 2, todavia, indica que Paulo está a recomendar a castidade como um padrão ideal ("é bom..."), mas que seria recomendado não ser seguido em função da impureza, esta capaz de derrubar a fé de um crente. Em outras palavras, o versículo 2 indica justamente uma aprovação do casamento [tendo em vista o contexto de impureza], sendo notável que o autor não mencionou este versículo.
  • I Co 7.7-8: Quero que todos os homens sejam tais como também eu sou; no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro. E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo.
Nesta passagem, Paulo não esta a "desaprovar" o casamento, mas a notar que, em função do tempo gasto numa família, seria bom que ninguém casasse, pois assim poderia dedicar seu tempo ao Senhor. Nota-se que há uma diferença entre "desaprovar" e "desaconselhar".

Deus tem um corpo?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

A pergunta e a segunda opção possuem ignorância teológica, pois "corpo" pode ser tanto espiritual quanto físico. Em outras palavras, um texto pode dizer que Deus tem um corpo sem que com isso esteja dizendo que Ele é um ser físico, pois pode estar significando "corpo espiritual". Além disso, as referências são mal-interpretadas:

  • Gn 3.8: Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.
Em nenhuma parte desta passagem há a alegação de que Deus tenha um corpo (nota-se que a pergunta foi feita tendo-se "corpo" como um corpo físico). Antes, a interpretação dada por Geisler e Howe é bem melhor: a "presença de Deus" era uma manifestação visível dEle (provavelmente de uma maneira semelhante às visões de anjos e demônios, ou à própria visitação de Jesus como Anjo do Senhor ao longo do Antigo Testamento). Geisler e Howe, ao lidarem com a questão da suposta contradição no versículo em relação à onipresença de Deus, colocam o seguinte:[1]

Este versículo não está abordando a onipresença de Deus, mas está falando de uma visível manifestação dele (cf. v. 24). Deus está em toda parte em sua onipresença, mas ele se manifesta de tempos em tempos, em certos lugares e por certos meios, tais como uma sarça ardente (Êx 3), uma coluna de fogo (Êx 13:21), fumaça no templo (Is 6) e assim por diante. É nesse sentido restrito que alguém pode sair "da presença do Senhor Deus".

  • Ex 33.11: Falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo; então, voltava Moisés para o arraial, porém o moço Josué, seu servidor, filho de Num, não se apartava da tenda.
Essa passagem não só não precisa ser interpretada literalmente (por "face a face" pode-se significar intimamente, em especial quando nota-se a continuação "como qualquer fala a seu amigo" - já que fala-se "face a face" com qualquer pessoa, não só a amigos), como pode ser interpretada com a mesma questão do ponto anterior, i.e. se a interpretação correta era literal, então provavelmente seria uma manifestação visível de Deus, não necessariamente um corpo [físico], ou mesmo o Anjo do Senhor.
  • Ex 33.20, 22-23: E acrescentou: Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá. (...) Quando passar a minha glória, eu te porei numa fenda da penha e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá.
A essa passagem se aplicam os mesmos comentários da anterior: não precisa ser interpretado literalmente e é mais provável que se tratava de uma manifestação visível de Deus (pela "especialidade" do momento, provavelmente do próprio Pai).
  • Ex 34.5: Tendo o SENHOR descido na nuvem, ali esteve junto dele e proclamou o nome do SENHOR.
Mesma coisa dos casos anteriores.
  • Dt 23.14: Porquanto o SENHOR, teu Deus, anda no meio do teu acampamento para te livrar e para entregar-te os teus inimigos; portanto, o teu acampamento será santo, para que ele não veja em ti coisa indecente e se aparte de ti.
A frase "[Ele] anda no meio do teu acampamento..." não significa que Deus tem um corpo físico, mas que Ele faz sua presença manifesta no local (Deus, como ser onipresente, está em todos os lugares em que pode estar, mas pode "se concentrar" em um lugar através de manifestação especial). Também não precisa ser tomado literalmente: pode significar algo como "Ele está se fazendo especialmente presente naquele lugar", mas em nenhum momento implica uma presença material.
  • Ez 1.27: Vi-a como metal brilhante, como fogo ao redor dela, desde os seus lombos e daí para cima; e desde os seus lombos e daí para baixo, vi-a como fogo e um resplendor ao redor dela.
Uma visão (evento sobrenatural) contendo uma manifestação de Deus, mas nenhuma indicativa de que se trata de um corpo material, físico.
  • Ez 8.2: Olhei, e eis uma figura como de fogo; desde os seus lombos e daí para baixo, era fogo e, dos seus lombos para cima, como o resplendor de metal brilhante.
Veja versículo anterior.
  • Hc 3.3-4: Deus vem de Temã, e do monte Parã vem o Santo. A sua glória cobre os céus, e a terra se enche do seu louvor.

O seu resplendor é como a luz, raios brilham da sua mão; e ali está velado o seu poder.

Pode ser interpretado em linguagem figurativa com base em manifestação sobrenatural; em nenhum momento implica em corpo material, físico.
  • Lc 24.39: Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.
Interpretação correta e serve para desconfirmar as alegações anteriores: um espírito não tem carne nem ossos (i.e. não é material); Deus é espírito e, portanto, não é material, de onde conclui-se que a interpretação para as passagens anteriores é em sentido metafórico e de corpo espiritual (em manifestação visível), e não uma descrição de corpo físico como o crítico forçou.
  • Jo 4.24: Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.
Nenhum problema (ver comentários do versículo anterior).

Deus sabe e vê tudo?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Todos descendem de Adão e Eva?Edit

AlegaçãoEdit

  • Sim, todos descendem de Adão e Eva. [Gn 3:20]

AvaliaçãoEdit

A questão em torno de Melquisedeque é obscura, e levantar alegações sobre ele em muito consiste em especulações. O que afirma-se, todavia, é que o autor de Hebreus (provavelmente Paulo) tratou-o da maneira que aparece em Hb 7.3 provavelmente não realmente supondo que Melquisedeque não tivesse vindo de Adão e Eva, mas como referência à falta de menções sobre o "surgimento" deste no relato de Gênesis em que ele aparece. Diga-se de passagem, há um livro não-canônico sobre Melquisedeque que conta sua suposta história na qual ele é descrito como um ser humano normal.

Todavia, em função do problema já mencionado, falar sobre Melquisedeque consiste muito em especulação e, portanto, tanto a apologética quanto a crítica baseada neste personagem um tanto misterioso é contra-indicado.

Deus respeita todos?Edit

AlegaçãoEdit

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Deus deseja o sacrifício de animais?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

A pergunta sobre a qual a crítica de contradição se fundamenta é mal feita, pois ignora o efeito de tempo e época bem como, ao utilizar a palavra "deseja", faz confusão entre desejo legítimo - algo que um indivíduo realmente quer, vindo de si próprio (e.g. "eu [ser humano] desejo comida porque estou com fome") - e consequente - algo requerido tendo em vista um contexto (e.g. "Meu desejo era que os seres humanos vivessem livres e santos, mas já que pecaram, então requerirei o sacrifício de animais no lugar do sangue deles").

O que aconteceu com Caim?Edit

AlegaçãoEdit

  • Foi um fugitivo e errante sobre a terra. [Gn 4:12]
  • Conheceu a sua mulher, e edificou uma cidade. [Gn 4:17]

AvaliaçãoEdit

Esta acusação de contradição comete o mesmo erro da acusação anterior ao inibir o fator "tempo" da narrativa. Caim pode muito bem ter se tornado errante e fugitivo por sobre a terra e, mais tarde, fixado um local onde construiu uma cidade para fazer nela habitar sua família e descendentes.

Deus aprova a pena de morte?Edit

AlegaçãoEdit

  • O assassino não deve ser morto. [Gn 4:15]
  • O assassino merece ser morto. [Gn 9:6]

AvaliaçãoEdit

Assim como nas duas acusações anteriores, o autor não só ignorou o fator "tempo" e bem assim o contexto histórico imediato, como também interpretou mal a primeira passagem mencionada.

Gn 4:15 não alega que "o assassino não deve ser morto", como a acusação alega, mas que Caim não deveria ser morto pelo ato que fez (observa-se que isso está direto no texto). De fato, tendo em vista que Caim estava na origem da raça humana, é compreensível porque, apesar de aprovar, na época, a pena de morte (como deixou claro em Gn 9.6), Deus privou Caim dessa condenação tendo em vista o contexto histórico imediato presente, i.e. o início da raça humana. Uma vez que o tempo passou e a humanidade cresceu, veio o dilúvio e uma situação semelhante ocorreu só que sem um segundo assassinato nos moldes do efetuado por Caim, Deus encontrou um momento apropriado e fixou a lei.

Enoque foi a sexta ou sétima geração desde Adão?Edit

AlegaçãoEdit

  • Ele foi a sétima geração. [Jd 1:14]

AvaliaçãoEdit

Todos devem morrer?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Pode alguém ascender aos céus?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Quantos filhos Deus teve?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Qual é o tempo de vida do homem?Edit

AlegaçãoEdit

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Deus se arrepende?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Já houve alguém justo, íntegro e bom (uma pessoa perfeita)?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Quando Noé entrou na arca?Edit

AlegaçãoEdit

  • Sete dias antes da inundação. [Gn 7:7-10]
  • No mesmo dia em que começou a inundação. [Gn 7:11-13]

AvaliaçãoEdit

Quantos animais de cada espécie Noé levou na arca?Edit

AlegaçãoEdit

  • Noé recebe ordens para pegar sete animais de cada espécie. [Gn 7:2-3]

AvaliaçãoEdit

Quanto tempo durou a inundação?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Deus quer que crianças morram?Edit

AlegaçãoEdit

  • Não. Ele não quer que nenhuma morra. [Mt 18:14]

AvaliaçãoEdit

Este é um questionamento absurdo por um simples motivo: a pergunta é muito genérica. Quando tratamos da vontade de qualquer pessoa, jamais podemos considerá-la em uma pergunta genérica porque há muitos fatores que podem estar envolvidos. Quando? Por que? Para que? De que maneira? São perguntas que podem mudar completamente o sentido. Em outras palavras, é ridícula lançar a pergunta "Deus quer que crianças morram?" uma vez que, como já foi mostrado, muitas perguntas podem ser lançadas: Que crianças? Todas ou um grupo específico? Quando? Após fazerem o que? Por que? E assim por diante. Logo, esta "contradição" já desmorona simplesmente pela forma como ela é apresentada, a partir daí nem precisando se respondida.

Todos (exceto Noé e sua família) morreram na inundação?Edit

AlegaçãoEdit

  • Sim. Tudo morreu exceto o que estava na arca. [Gn 7:21-23]

AvaliaçãoEdit

Por quanto tempo a arca flutuou?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Quando a terra secou depois do dilúvio?Edit

AlegaçãoEdit

  • No 1º dia do primeiro mês. [Gn 8:13]
  • No 27º dia do segundo mês. [Gn 8:14]

AvaliaçãoEdit

Deus amaldiçoará a terra?Edit

AlegaçãoEdit

  • Bem, talvez, se ele se aborrecer novamente. [Ml 4:6]
  • Não, ele nunca fará isto novamente. [Gn 8:21]

AvaliaçãoEdit

Quais os tipos de animais que nós podemos comer?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Nós somos punidos pelos erros de outros?Edit

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Deus aprova a escravidão?Edit

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Quantos idiomas existiam antes da Torre de Babel?Edit

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Quem foi o pai de Salá?Edit

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Quantos anos Abraão tinha quando partiu de Harã?Edit

AlegaçãoEdit

  • Em [At 7:4] diz que Abraão só deixou Harã depois que seu pai morreu. Em [Gn 11:26] diz que o pai de Abrão tinha 70 anos quando ele nasceu, e o pai de Abrão viveu até 205 anos [Gn 11:32]. Desse modo, então, Abraão tinha pelo menos 135 anos quando deixou Harã. Mas em [Gn 12:4] diz que ele deixou Harã quando tinha 75 anos.

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Deus é autor de confusão?Edit

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Ló era irmão ou sobrinho de Abraão?Edit

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Deus pode ser visto?Edit

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Quanto tempo durou o cativeiro no Egito?Edit

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  • O cativeiro egípcio durou por 400 anos. [Gn 15:13]

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Quantos filhos Abraão teve?Edit

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A circuncisão é necessária?Edit

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O incesto é proibido?Edit

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Deus pode fazer qualquer coisa?Edit

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Podemos fazer juramentos?Edit

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Quem nomeou Berseba?Edit

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  • Berseba foi nomeada por Abraão. [Gn 21:31]
  • Berseba foi nomeada depois da morte de Abraão por Isaque. [Gn 26:33]

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Deus alguma vez tentou alguém?Edit

AlegaçãoEdit

  • Deus nunca tentou ninguém. [Tg 1:13]

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Deus aprova o sacrifício humano?Edit

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Trata-se de uma péssima análise das escrituras. A resposta é "não", mas analisemos uma por uma:

  • Em Gn 22:2, não está dito em parte alguma que Deus aprova o sacrifício humano. Antes, o próprio texto deixa claro: "pôs Deus Abraão à prova", i.e. Deus fingiu que desejava um sacrifício de Abraão daquilo que lhe era mais sagrado, aparentemente, uma vez que constituía não só um milagre, mas uma promessa do próprio Deus: seu filho Isaque. Tanto que, se ainda houvesse alguma dúvida, bastaria verificar o fim da história: "Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho.". Trata-se de um ensinamento básico em igrejas que demonstra a ausência de um básico estudo das Escrituras.
  • A frase "o primogênito de teus filhos me darás" em nada tem a ver com sacrifícios humanos, mas com consagração. Uma boa demonstração disso reside no versículo seguinte: "Da mesma sorte, farás com os teus bois e com as tuas ovelhas; sete dias ficará a cria com a mãe, e, ao oitavo dia, ma darás." Aqui, Deus demanda que o primogênito das crias sejam dados no oitavo dia, quando os sacrifícios de animais demandavam no mínimo um ano de vida destes.[fonte?]
  • Todo o parágrafo em que se encontra Lv 27:28-29 deixa claro que se trata da mesma consagração mencionada no ponto anterior. A frase final "será morto" no v. 29 provavelmente não faz referência ao "homem consagrado ao Senhor", mas à tentativa de tirar-lhe da sua consagração.
  • Muito embora seja possível que a parte deste conjunto de versículos em que Deus pede pela oferta que diz respeito aos animais seja sacrifício, justamente as demais partes da Bíblia que deixam claro que Deus não aprova o sacrifício humano nos garantem que a "oferta" relativa à parte humana da "presa" conquistada na guerra não era em tom de sacrifício, muito embora fique difícil imaginar para o que. O v. 30 parece deixar claro que não era uma oferta através dos levitas, e é difícil conceber a idéia que os estrangeiros serviriam na casa do Senhor, um cargo sagrado e dedicado aos levitas. Até agora, este versículo ainda é o mais duvidoso, mas constituiria uma atitude apressada logo afirmar uma contradição.
  • A história de Jefté e sua filha em nada tem a ver com sacrifícios humanos, mas consagração. No caso, a filha deste veio a abster-se de casar e contrair relações sexuais (tanto que chorou sua virgindade - v.38), passando assim a viver uma vida separada para Deus. Justamente os versículos em que Deus condena o sacrifício humano nos garantem tal interpretação.
  • A menos que tenha havido erro na cópia, 2Sm 21:1 em nada defende que Deus aprove sacrifícios humanos. O versículo 6, que ainda poderia gerar alguma dúvida, não constitui prática de sacrifício humano, mas sim de vingança, como que dizendo: "Deus, aqui está nossa vingança.", jamais: "Deus, aqui está nossa oferenda a ti, como desejastes". Vale notar que, mesmo que fosse de fato um sacrifício humano a Deus, Este nunca disse na passagem que desejava/aprovava tais sacrifícios, e poderia ter feito "vista grossa" caso fosse mesmo esta a situação e considerasse o sacrifício, sem que isso constituísse uma aprovação. Os versículos seguintes apontados, 8-9, refletem ainda mais esta posição: eles mataram perante o Senhor, não em sacrifício/oferta ao Senhor. O v.14, talvez apontado como alguma confirmação do sacrifício, jamais demonstra que Deus os aprovara; o v. 14 faz referência ao v. 1, i.e. uma vez que o sangue dos gibeonitas havia sido vingado, Deus se acalmou, sem que haja ligação som sacrifícios humanos.
  • A passagem de 1Rs 13:2 em nada tem a ver com sacrifícios humanos, mas com punição. Parece que o acusador sequer leu a passagem. Tratava-se de um culto idólatra do qual Deus se vingaria. Só que ao invés de optar por algum juiz que viesse matar os sacerdotes iníquos, Deus preferiu que eles fossem mortos no próprio altar onde faziam suas oferendas eréges. Nenhuma ligação com sacrifícios humanos a Deus.
  • A passagem de 2Rs é a confirmação da profecia tratada no ponto anterior: não foi sacrifício humano, mas uma punição pela idolatria.

Vale observar que os dois versículos como que respondem "não" à pergunta, em parte também foram mal-apontados: eles condenam o sacrifício humano a Moloque, mas isso não significa que não se poderia sacrificar a Deus.

Este apontamento revela mais uma vez uma péssima análise de texto. A passagem de Nm 31:25-29 ainda carece de estudos, mas as demais citações foram visivelmente mal-escolhidas.

Quetura foi esposa ou concubina de Abraão?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Quem era o pai de Basemate?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Quem era o pai de Labão?Edit

AlegaçãoEdit

  • Labão era filho de Betuel. [Gn 28:5]
  • Labão era filho de Naor. [Gn 29:5]

AvaliaçãoEdit

Zibeão era um heveu ou um horeu?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Onde os irmãos de José acharam o dinheiro deles?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Quantos anos Benjamim tinha quando o clã dele migrou para o Egito?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Mali foi filho de Levi?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Quem eram os filhos de Benjamim?Edit

AlegaçãoEdit

  • Belá, Bequer, Asbel, Gera, Naamã, Eí, Rôs, Mupim, Hupim e Arde. [Gn 46:21]
  • Belá, Asbel, Airão, Sufã, Hufã, Arde e Naamã. [Nm 26:38-40]

AvaliaçãoEdit

Naamã e Arde foram filhos ou netos de Benjamim?Edit

AlegaçãoEdit

  • Eles foram filhos de Benjamim. [Gn 46:21]

AvaliaçãoEdit

Quantos eram na família de Jacó quando vieram para o Egito?Edit

AlegaçãoEdit

AvaliaçãoEdit

Quais eram as doze tribos de Israel?Edit

AlegaçãoEdit

  • Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, José e Benjamim. [Gn 49:3-27]
  • Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Manassés, Gade, Aser, Naftali, José e Benjamim. [Ap 7:4-8]

AvaliaçãoEdit

Onde Jacó foi enterrado?Edit

AlegaçãoEdit

  • Jacó foi enterrado em Macpela. [Gn 50:13]

AvaliaçãoEdit

Referências

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