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SCB: Epístola de Paulo aos Romanos

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Neste artigo constam as supostas contradições da Espístola de Paulo aos Romanos de acordo com o site cético A Bíblia do Cético Comentada bem como suas respectivas refutações.

Abraão foi justificado pela fé ou por obras?Edit

ArgumentoEdit

  • Ele foi justificado por fé. [Rm 4:2]
  • Ele foi justificado através de obras. [Tg 2:21]

RefutaçãoEdit

Esta é uma das mais publicadas supostas contradições da Bíblia. De fato, há a grande aparência de contradição entre estas passagens - quando, na verdade, não há. Consideremos o que Ryrie coloca em sua Bíblia de estudos:

Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? I.e., uma fé não operante, morta e espúria pode salvar alguém? Tiago não está afirmando que podemos ser salvos pelas obras; antes, está afirmando que uma fé sem frutos (boas obras) é uma fé morta. Seu objetivo não era refutar a doutrina paulina da justificação pela fé verdadeira, mas sim a perversão desta doutrina. Tanto Paulo quanto Tiago definem a fé como uma confiança viva e produtiva em Cristo. A fé genuína não pode ser "morta" para a moralidade, nem estéril de boas obras. Uma ilustração desta fé espúria é oferecida nos versículos 15-16.[Ryrie 1]

E:

Não foi por obras que Abraão [...] foi justificado? Nos escritos de Paulo, "justificação" significa declarar uma pessoa justa aos olhos de Deus; aqui, significa "vindicar", "demonstrar que alguém é justo" perante Deus e os homens. A justificação de Abraão, no sentido paulino do termo, ocorreu em Gênesis 15:6; a justificação de Abraão, no sentido que Tiago apresenta, ocorreu mais de trinta anos depois, no ato magnífico de obediência do patriarca ao oferecer Isaque (Gn 22). Com este ato, ele demonstrou a realidade da sua fé, já existente em Gênesis 15.[Ryrie 2]

É correto amaldiçoar alguém?Edit

ArgumentoEdit

  • É correto amaldiçoar algumas pessoas. [I Co 16:22]

RefutaçãoEdit

Desde quando que há contradição? Em nenhum momento, em I Co, há alguma ordem de que devemos amaldiçoar pessoas! Talvez o autor tenha considerado a utilização do termo "anátema" como que Paulo afirmando que "é correto amaldiçoar algumas pessoas", mas isso é completamente errado: anátema significa "uma coisa destinada à destruição, i.e., maldita"[Ryrie 3], logo, o que Paulo está a dizer é, simplesmente, que alguém que não ama o Senhor é maldito, não que devemos amaldiçoá-lo (i.e. jogar maldição, proferir profecias malignas contra o futuro de um indivíduo).

Devemos ajudar os outros?Edit

ArgumentoEdit

RefutaçãoEdit

Vejamos o que os textos dizem:

  • "Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos.
Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação.
Porque também Cristo não se agradou a si mesmo; antes, como está escrito: As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre mim.
Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança."
- Rm 15:1-4[1]
  • "Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus,
assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos."
- Co 10:32-33[1]
  • "Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo.
Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem,"
- Gl 1:10-11[1]

Talvez um problema de traduções tenha-os feito perguntar "devemos ajudar os outros?".

O problema está no sentido e nos contextos em que cada passagem se refere. Os dois primeiros textos mencionados fala-se do agradar no sentido de ajudá-los para a edificação e de agradar aos outros de maneira que venham a ser salvos, em outras palavras, boas ações de âmbito espiritual e, se possível, também físico. Já a passagem supostamente em confronto fala em agradar no sentido de pregar o evangelho não para agradar a Deus, mas agradar aos homens. Em outras palavras, o ensinamento presente é que devemos agradar-nos uns aos outros para a edificação espiritual e para conquistar almas para Cristo sem que, contudo, isso seja com a intenção de agradar a homens, mas sim na intenção de agradar a Deus através destas ações, de modo que a pregação (e o viver) o Evangelho não seja em boas ações com vista a ser louvado por homens, mas louvado por Deus.

Notas e referências da Ryrie Study Bible Edit

  1. Comentário sobre Tiago 2:14, a Bíblia Anotada Expandida, pg. 1216.
  2. Comentário sobre Tiago 2:21, a Bíblia Anotada Expandida, pg. 1216.
  3. Comentário sobre I Co 16:22, a Bíblia Anotada Expandida, pg. 1126.

Referências gerais Edit

  1. 1.0 1.1 1.2 Segundo a versão bíblica Almeida Revista e Atualizada


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