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Problema do mal

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O problema do mal é o problema de reconciliar a existência do mal no mundo com a existência de um Deus onisciente, onipotente e onibenevolente.[1][2] Do ponto de vista epistemológico, a questão [epistemológica] colocada pelo mal é sobre se o mundo contem estados de coisas que providenciam a base para um argumento que torna incoerente para qualquer pessoa assumir como verdadeira a existência de Deus.[3]

Na sua forma mais simples, o argumento pode ser esquematizado da seguinte forma:

  1. Se o mal existe, então não é crível que um ser onipotente, onisciente e onibenevolente (i.e. Deus) existe.
  2. O mal existe.
  3. Logo, não é crível que um ser onipotente, onisciente e onibenevolente (i.e. Deus) existe.

Uma outra maneira básica de representar o problema e que expõe mais claramente as premissas que são atacadas pelas diferentes respostas a ele é da seguinte forma:

  1. Se Deus existe então Ele é onisciente, onipotente e perfeitamente bom.
  2. Se Deus fosse onisciente, onipotente e perfeitamente bom então o mundo não iria conter mal.
  3. O mundo contém mal.
  4. Logo, não é o caso que Deus existe.[1]

Este é um dos mais famosos, tradicionais e eficientes argumentos contra a existência de Deus, sendo responsável ou parcialmente responsável em levar um grande números de pessoas ao ateísmo, como no caso do filósofo ex-ateu Antony Flew,[4] agnosticismo, como no caso de Charles Templeton,[5] e outras formas de não-teísmo.

Várias respostas têm sido levantadas contra o problema do mal. De modo geral, há três posições em resposta: a panteísta, que nega a existência do mal, a ateísta, que nega a existência de Deus, e a teísta, que afirma tanto o mal quanto Deus mas nega que o problema seja válido.[6]

História Edit

Problema do mal
Holocausto Judeu1
Introdução
Versões
Livre-arbítrio
Materiais
Formulações

O problema do mal é um dos argumentos contra a existência de Deus mais antigos e tem sido defendido por vários filósofos e pensadores desde sua criação.

Antiguidade Edit

Epicuro é tradicionalmente creditado como o que primeiro expôs o problema, este mesmo sendo algumas vezes chamado de "o paradoxo epicureu" ou "o enigma de Epicuro".[7] Epicuro, todavia, não deixou nenhuma forma escrita do seu argumento e ele talvez tenha sido erroneamente atribuido como sendo o seu autor pelo teólogo cristão Lactantius que, de sua perspectiva cristã, tinha o filósofo como um ateu.[8] De acordo com Reinhold F. Glei, é ponto assente que o argumento da teodicéia é de uma fonte académica, que não só não é epicurista, mas até mesmo anti-epicurista.[9] Lactantius escreveu a respeito do problema do mal no seu Treatise on the Anger of God, onde o critica. O argumento de Epicuro como foi apresentado por Lactantius é usado para concluir que um Deus todo-poderoso e totalmente bom não existe e que os deuses estão distantes e despreocupados com as coisas dos homens; os deuses não são nem nossos amigos e nem nossos inimigos.[7]

O argumento como teria sido proposto por Epicuro foi descrito na obra 2000 Years of Disbelief da seguinte maneira:

"Ou Deus quer acabar com o mal, e não pode; ou ele pode, mas não quer fazê-lo. Se ele quer fazê-lo, mas não pode, então ele é impotente. Se ele pode, mas não quer, então ele é mau. Se Deus pode abolir o mal, e Deus realmente quer fazê-lo, então por que há mal no mundo?"[7]

Com uma forma semelhante, o cético escocês David Hume expressou o argumento de Epicuro em sua obra Diálogos sobre a Religião Natural da seguinte maneira:

"Está ele [Deus] disposto a impedir o mal, mas não é capaz? Então ele é impotente. Ele é capaz, mas não está disposto? Então ele é malévolo. Ele é capaz e está disposto? Então de onde vem o mal?[10] [Ele não é nem capaz e nem está disposto?

Então por que chamá-lo Deus]?"[11][12]

Este argumento foi um tipo favorecido pelos antigos céticos gregos,[13] sendo que a mais antiga versão existente aparece nos escritos do cético Sexto Empírico que o formulou da seguinte maneira:

aqueles que firmemente defendem que deus existe serão forçados à impiedade; porque se eles dizem que ele [deus] cuida de tudo, eles vão estar dizendo que deus é a causa dos males, enquanto que eles dizem que ele cuida apenas de algumas coisas ou mesmo nenhuma, eles serão forçados a dizer que ele é ou malévolo ou fraco.[14]

Agostinho de Hipona Edit

No séc. III-IV, o cristão Agostinho de Hipona escreveu a respeito do problema do mal em duas de suas obras, The Happy Life; Answer to Sceptics; Divine Providence and the Problem of Evil; Soliloquies e On Free Choice Of The Will (De libero arbitrio),[15] e apresentou sua própria teodicéia.[16]

Hume Edit

Após Epicuro, o mais famoso defensor do argumento veio da parte do cético escocês David Hume em seu Diálogos sobre a Religião Natural. Ainda antes de apresentar o que seria o seu entendimento do pensamento de Epicuro, Hume expôs o argumento do mal da seguinte maneira:

We grant that his power is infinite: whatever he wills to happen does happen. But neither man nor any other animal is happy; therefore God doesn’t will their happiness. His knowledge is infinite: he is never mistaken in his choice of means to any end. But the course of nature doesn’t lead to human or animal happiness; therefore nature isn’t established for that purpose. Through the whole range of human knowledge, there are no inferences more certain and infallible than these. Well, then, in what respect do his benevolence and mercy resemble the benevolence and mercy of men?[10]

Em termos da versão de Hume sobre o problema como teria sido apresentado por Epicuro, um editor, possivelmente o filósofo Jonathan Bennett, comentou que

In this work, as in all writings on the ‘problem of evil’, the topic is the entire range of bad states of affairs, including every kind of suffering; it is not confined to the extreme moral badness that ‘evil’ stands for today.[10]

Bayle, Leibniz e Voltaire Edit

O filósofo francês Pierre Bayle, em sua obra Dictionnaire Historique et Critique, negou a bondade e onipotência de Deus com base no sofrimento experimentado na vida terrena.[17] Esta negação, todavia, foi feita numa tentativa de Bayle de sustentar o seu fídesmo, usando-se do problema do mal para mostrar que a razão e a fé eram incompatíveis.[18]

Em resposta a Bayle, o filósofo alemão Gottfried Leibniz introduziu o termo "teodicéia" no seu trabalho Essais de Théodicée sur la bonté de Dieu, la liberté de l'homme et l'origine du mal ("Theodicic Essays on the Benevolence of God, the Free will of man, and the Origin of Evil"), escrito em 1710. Sua resposta ao problema do mal constitui em postular que este é o melhor de todos os mundos que Deus poderia ter criado.[17] Seguindo o exemplo de Leibniz, muitos outros filósofos passaram a escrever suas próprias teodicéias ao problema do mal.[17]

A teodicéia de Leibniz veio por fim a ser criticada pelo filósofo francês Voltaire em sua novela popular Candide.[17]

Immanuel Kant Edit

Immanuel Kant criticou as teodicéias de seu tempo alegando haver uma razão porque todas as teodicéias precisam falhar: o mal é um desafio pessoal a todo ser humano e que só pode ser vencido pela fé.[19]

Apresentação Edit

O problema do mal já foi exposto de várias diferentes maneiras e através de diversas estruturas. Numa visão mais ampla, William Craig sugere que devemos distinguir primeiramente entre o "problema do mal intelectual" e o "emocional".[20][21][22] O problema do mal intelectual, segundo Craig, diz respeito a dar-se uma explicação racional para a coexistência de Deus e o mal. Já o problema do mal emocional diz respeito a como confortar aqueles que estão sofrendo e como dissolver o desgosto emocional que as pessoas tem de um Deus que iria permitir este mal.[21][20] As seções seguintes deste artigo serão dedicadas à análise do problema do mal intelectual, uma vez que a versão emocional diz respeito muito mais ao conforto e consolo necessário àqueles que estão passando por dificuldades do que a alguma inconsistência entre Deus e o mal.

O problema intelectual Edit

Pensadores contemporâneos reconhecem que há versões significativamente diferentes do problema do mal intelectual. Estas versão são geralmente divididas nas categorias: problema do mal dedutivo, indutivo, lógico, probabilístico, evidencial, etc.[21] Craig defende que é melhor que se divida estas várias versões entre o problema do mal interno e o problema do mal externo,[21] ou ainda simplesmente entre o problema lógico e o probabilístico.[20] Uma outra forma de categorização é defendida por filósofos como o filósofo, teólogo e pastor Norman Geisler, que identifica o problema de acordo com o "assunto" que cada versão toca: a natureza do mal, a sua origem, a persistência e o propósito de sua existência.[6] Uma terceira maneira também utilizada diz respeito ao tipo de mal que o argumento considera: se é o mal moral ou o mal natural,[1][23] podendo-se adicionar o mal gratuito nesta categoria.[fonte?]

Segue uma lista com descrições resumidas do problema (para uma análise mais precisa de cada versão, clique no link correspondente).

Divisão "clássica" Edit

A divisão "clássica" consiste em diferenciar o nível de improbabilidade com a qual o mal e Deus podem co-existir.

  • Lógico: A versão lógica do problema do mal (também chamada de dedutiva) alega que alguns fatos conhecidos sobre o mal (i.e. a sua existência) tornam a existência de Deus impossível por inconsistência lógica, i.e. mal e Deus são logicamente incompatíveis[24] ou, de outra maneira, "Não é possível para Deus e o mal co-existirem".[25] Atualmente, a maioria dos filósofos ateístas reconhecem que não existe nenhuma incompatibilidade lógica entre a existência de Deus e o mal. Alguns filósofos, todavia, insistem na posição contrária, entre os quais estão Richard Gale, Quentin Smith, e Howard Jordan Sobel.[24] O argumento lógico pode ser esquematizado da seguinda maneira:
  1. Se o mal existe, então Deus não existe.
  2. O mal existe.
  3. Logo, Deus não existe.[fonte?]
  • Probabilístico: A versão probabilística (também chamada de evidencial[26] e indutiva) afirma que a existência do mal torna a existência de Deus improvável, i.e. a existência do mal é mais provável dado o ateísmo do que o teísmo. Segue uma esquematização possível do argumento:
  1. Se o mal existe, então Deus provavelmente não existe.
  2. O mal existe.
  3. Logo, Deus provavelmente não existe.

Divisão por assunto Edit

Segue descrições das versões do problema que lidam com o "assunto" envolvido:

  • Natureza: O problema da natureza do mal levanta a questão sobre se Deus criou o mal ou não:
  1. Deus criou todas as coisas.
  2. O mal é uma coisa.
  3. Logo, Deus criou o mal.[6]
  • Origem: Esta versão lida com a questão de onde o mal se originou:[27][28][29]
  1. Deus é absolutamente perfeito.
  2. Deus não pode criar qualquer coisa imperfeita.
  3. E uma criatura perfeita não pode fazer o mal.
  4. Logo, o mal não pode vir a existir em tal mundo.[6]
  • Persistência: O argumento da persistência argumenta que o fato de o mal não ter sido destruído é evidência de que Deus não existe:
  1. Se Deus é totalmente bom, ele iria acabar com o mal.
  2. Se Deus é totalmente poderoso, ele poderia acabar com o mal.
  3. O mal não foi derrotado.
  4. Logo, tal Deus não existe.[6]
  1. Se Deus é totalmente bom, ele iria acabar com o mal.
  2. Se Deus é totalmente poderoso, ele poderia acabar com o mal.
  3. O mal nunca vai ser derrotado.
  4. Logo, tal Deus não existe.[6]
  1. Se Deus é totalmente bom, ele iria acabar com o mal.
  2. Se Deus é totalmente poderoso, ele poderia acabar com o mal.
  3. Se Deus iria acabar com o mal e poderia fazê-lo, ele o teria feito o quanto antes possível.
  4. Mas o mal até agora não foi derrotado - e poderia ter sido derrotado muito antes.
  5. Logo, tal Deus não existe.
  • Propósito:
  1. Um Deus totalmente bom precisa ter um bom propósito para todas as coisas.
  2. Mas não há um bom propósito para algum sofrimento (e.g. sofrimento inútil ou inocente)
  3. Logo, não pode haver um Deus totalmente bom. (pode haver um Deus finito ou nenhum Deus)[6]

Tipo de mal Edit

Segue descrições das versões do problema de acordo com o tipo de mal envolvido:

  • Genérico: Algumas das formulações do argumento consideram qualquer versão do mal, ou simplesmente não fazem alusão a um tipo em específico. Por exemplo, a versão original, tida como de Epicuro, simplesmente menciona "mal", não fazendo distinção de tipos.
  • Moral: Mal moral é a forma de mal cujas origens remota na ação do ser humano. Por exemplo, um roubo ou um evento terrorista como 11 de setembro é classificado nesta categoria.
  • Natural: Mal natural diz respeito a todos os males advindos de causas naturais, onde aparentemente não há uma consequência da ação do homem. A tsunami de 2004 é um evento tipicamente mencionado como exemplo de mal natural.
  • Gratuito: Aparentemente o tipo de moral mais mencionada em tempos modernos, o mal gratuito (também mal inútil (do inglês, pointless evil)) diz respeito a qualquer tipo de moral (normalmente o natural) que, segundo algum analisador, poderia ter sido evitado -um mal desnecessário. Uma formulação básica deste argumento é da seguinte forma:[30]
  1. Se Deus existe, mal gratuito (desnecessário, inútil) não existe.
  2. Mal gratuito existe.
  3. Logo, Deus não existe.
  • Infantil: Tendo por "mal infantil" o mal que ocorre na vida de um menor de idade, não responsável por suas ações morais e ainda sob estrita tutela de seus pais, pessoas como o novo ateu Christopher Hitchens alegam que a existência deste "tipo" de mal constitui evidência contra a existência de Deus.[31] Segue a esquematização do argumento de Hitchens em duas versões distintas:
  1. Crianças inocentes sofrem males.
  2. Eu não consigo conceber nenhuma razão suficiente que Deus teria para permitir o sofrimento de crianças inocentes.
  3. Logo, Deus não existe.
  1. Crianças inocentes sofrem males.
  2. Não pode haver nenhuma razão suficiente que Deus teria para permitir o sofrimento de crianças inocentes.
  3. Logo, Deus não existe.

Outras versões Edit

Por fim, certas versões do problema não se encaixam adequadamente às classificações tradicionais acima resumidas. Entre elas encontram-se:

  • Mundo com mal vs. nenhum mundo: Uma versão do problema consiste em questionar sobre o porquê Deus escolheu criar um mundo com mal ao invés de não criar mundo algum. John Loftus comentou sobre o argumento nas seguintes palavras:[32]
"Why did God create something in the first place? Theists will typically defend the goodness of God by arguing he could not have created a world without some suffering and evil. But what reason is there for creating anything at all? Theists typically respond by saying creation was an expression of Gods love. But wasnt God already complete in love? If love must be expressed, then God needed to create, and that means he lacked something. Besides, a perfectly good God should not have created anything at all, if by creating something, anything, it also brought about so much intense suffering. By doing so he actually reduced the amount of total goodness there is, since God alone purportedly has absolute goodness."

Respostas em geral Edit

Muito embora várias respostas tenham sido produzidas em lidando-se com o problema do mal, pode-se distinguir inicialmente entre três "grandes respostas" a ele, resumidas nas visões do ateísmo, panteísmo e teísmo.[6]

Muitos ateus concordam que o problema do mal é um argumento decisivo contra a existência de Deus e justificam parte ou toda a sua descrença por causa dele. Exemplos de famosos que tornaram-se ateus em grande parte devido ao problema do mal encontram-se o filósofo ex-ateu Antony Flew e o novo-ateu Cristopher Hitchens. Para estes, a resposta correta ao problema é concordar com a sua conclusão: Deus não existe.

Por outro lado, os panteístas, muito embora aparentemente concordem com os ateus que há uma incompatibilidade entre Deus e o mal, negam a conclusão, retendo-se antes na negação das premissas que incluem a afirmação da existência real do mal. De acordo com a visão panteísta, o mal não existe, sendo apenas uma ilusão.

Ao contrário dos ateístas e dos panteístas, os teístas, que tradicionalmente afirmam tanto a existência do mal quanto a de Deus, afirmam que todas as versões do problema são erradas, não havendo nenhuma contradição ou relação de improbabilidade entre Deus e o mal presente no mundo em todas as suas formas.

Análise das três respostas Edit

Dentre as três "grandes respostas" apresentadas ao problema do mal, tanto a ateísta quanto a panteísta possuem problemas irreconciliáveis em providenciar um sustento para suas afirmações:

  • O panteísmo não serve como resposta porque não consegue defender plausivamente a inexistência do mal.[6]
  • O ateísmo também não serve como resposta porque não consegue defender plausivamente a existência do mal.[6]

Como consequência, a única resposta plausível é a teísta, que afirma que tanto o mal quanto Deus existem e que o problema é incapaz de demonstrar que estes dois são de alguma maneira incompatíveis entre si.

Defesas e teodicéias teístas Edit

Em demonstrando que a visão teísta é coerente ao afirmar que o mal e Deus existem, muitos filósofos e teólogos têm propondo meios de demonstrar que o problema do mal está errado. Segue uma lista dos motivos apresentados.

Conceito errado de Deus Edit

Livre-arbítrio Edit


Consequências do pecado Edit

Justiça divina - Vida após a morte Edit

Conhecimento humano limitado Edit

Definição de mal como ausência de bem Edit

Mal é complementário ao bem Edit

"Mal" sugere uma lei ética Edit

Mal e Deus são compatíveis porque ambos existem Edit

Uma resposta ao nível popular para a existência do mal em termos de ambos serem logicamente incompatíveis (versão lógico-dedutiva) poderia alegar que o mal não contradiz a existência de Deus traçando o caminho inverso, i.e. se alguém defende que Deus existe - porque há bons argumentos para a Sua existência - e bem assim o mal existe, então este pode concluir que ambos não logicamente compatíveis sem, todavia, precisar dar uma resposta legítima ao problema do mal.

Esta tática, todavia, seria "perniciosa", já que alguém realmente convencido de duas posições tidas como logicamente incompatíveis poderia usar o mesmo raciocínio para qualquer outra coisa, levando muitas das discussões de coerência de idéias e filosofias a um abismo de não-solução.

Mal pressupõe e é evidência de Deus Edit

Ver artigo principal: Argumento do mal

Alguns filósofos cristãos, como Alvin Plantinga[33] e William Lane Craig, têm defendido que a existência do mal é, na verdade, uma evidência para a existência de Deus, invertendo o argumento contra o ateísmo, de modo que aceitar a existência do mal só é possível pressupondo-se que Deus existe. Desta maneira, alegar que o mal é evidência lógica contra Deus acaba por se tornar uma alegação bastante incoerente e um argumento nesse sentido poderia ser descartado a priori.

Competição com outra cosmovisão Edit

Nota-se que não se deve deixar uma cosmovisão sem se garantir que a outra cosmovisão para o qual se está indo é de fato a melhor. Dessa forma, alguém que deseja deixar o teísmo alegando que este não resolve o problema do mal de forma correta teria que ir para uma outra cosmovisão que se adequa melhor ao problema (notadamente o ateísmo). Todavia, como já foi dito em pontos anteriores, se o teísmo não consegue providenciar uma boa resposta para a existência do mal, muito menos o ateísmo consegue, uma vez que nesta cosmovisão o mal sequer existe.

Veja também Edit

Referências

  1. 1.0 1.1 1.2 The Problem of Evil (em inglês). Philosophy of Religion. Página visitada em 24 de fevereiro de 2011.
  2. Trakakis, Nick. The Evidential Problem of Evil - Versions of the Problem of Evil (em inglês). Internet Encyclopedia of Philosphy. Página visitada em 18 de março de 2011. "The problem of evil may be described as the problem of reconciling belief in God with the existence of evil."
  3. Tooley, Michael. The Problem of Evil (em inglês). Stanford Encyclopedia of Philosophy. Página visitada em 25 de fevereiro de 2011.
  4. Flew, Antony , Roy Abraham Varghese, Ediouro, Um Ateu Garante: Deus Existe, 1. ISBN 978-85-00-02354-5
  5. Strobel, Lee. Em Defesa da Fé: Jornalista ex-ateu investiga as mais contundentes objeções ao Cristianismo (em <Língua não reconhecida>). [S.l.]: Vida Acadêmica, 2000. PROCURAR PÁGINAS ESPECÍFICAS pp. ISBN 0310234697.
  6. 6.0 6.1 6.2 6.3 6.4 6.5 6.6 6.7 6.8 6.9 If God, Why Evil? (em inglês). Estrelando Norman Geisler. Publicado no YouTube por rfvidz em 09/02/2011. Visualizado em 25 de fevereiro de 2011. Duração: 35:28.
  7. 7.0 7.1 7.2 Retirado de Problem of evil: Epicurus na Wikipédia anglófona (em inglês). Página acessada em 25 de fevereiro de 2011.
  8. Mark Joseph Larrimore, (2001), The Problem of Evil, pages xix-xxi. Wiley-Blackwell
  9. Reinhold F. Glei, Et invidus et inbecillus. Das angebliche Epikurfragment bei Laktanz, De ira dei 13,20-21, in: Vigiliae Christianae 42 (1988), p. 47-58
  10. 10.0 10.1 10.2 Hume, David. Dialogues Concerning Natural Religion (em <Língua não reconhecida>). [S.l.: s.n.]. ISBN 0872204022.
  11. Greek Religion: Ancient and Modern (em inglês). Página visitada em 25 de fevereiro de 2011.
  12. O Problema do Mal - William Lane Craig (em inglês, legendado em português). Estrelando William Lane Craig. Publicado no YouTube por DeusEmDebate em 29/03/2010. Visualizado em 25 de fevereiro de 2011. Duração: 6:11.
  13. Retirado de Epicurus: Pleasure as absence of suffering na Wikipédia anglófona (em inglês). Página acessada em 25 de fevereiro de 2011.
  14. Sextus Empiricus, Outlines of Pyrrhonism, 175: "those who firmly maintain that god exists will be forced into impiety; for if they say that he [god] takes care of everything, they will be saying that god is the cause of evils, while if they say that he takes care of some things only or even nothing, they will be forced to say that he is either malevolent or weak."
  15. Retirado de Augustine of Hippo na Wikipédia anglófona (em inglês). Página acessada em 26 de fevereiro de 2011. "He also wrote On Free Choice Of The Will (De libero arbitrio), addressing why God gives humans free will that can be used for evil."
  16. Retirado de Problem of evil: Augustinian Theodicy na Wikipédia anglófona (em inglês). Página acessada em 26 de fevereiro de 2011.
  17. 17.0 17.1 17.2 17.3 Retirado de Problem of evil: Gottfried Leibniz na Wikipédia anglófona (em inglês). Página acessada em 26 de fevereiro de 2011.
  18. Retirado de Dictionnaire Historique et Critique na Wikipédia anglófona (em inglês). Página acessada em 26 de fevereiro de 2011.
  19. See Kant's essay, "Concerning the Possibility of a Theodicy and the Failure of All Previous Philosophical Attempts in the Field" (1791). Stephen Palmquist explica o porque que Kanta se recusou a resolver o problema do mal em "Faith in the Face of Evil", Appendix VI of Kant's Critical Religion (Aldershot: Ashgate, 2000).
  20. 20.0 20.1 20.2 Craig, William Lane. The Problem Of Evil (em inglês). ReasonableFaith.org. Página visitada em 24 de fevereiro de 2011.
  21. 21.0 21.1 21.2 21.3 Craig, William Lane. Theistic Critiques Of Atheism (em inglês). ReasonableFaith.org. Página visitada em 6 de dezembro de 2010.
  22. O Problema do Mal é Emocional e Intelectual (em inglês). Estrelando William Lane Craig. Publicado no YouTube por DeusEmDebate em 2 de junho de 2010. Visualizado em 28 de dezembro de 2010. Duração: 2:27.
  23. Craig, William Lane. The Problema of Evil, Reasonable Faith Podacast. (link para os podcasts)
  24. 24.0 24.1 Lowder, Jeffrey Jay et.al.. Logical Arguments from Evil (em inglês). Infidels. Página visitada em 14 de junho de 2010. "According to logical arguments from evil, some known fact about evil is logically incompatible with God's existence."
  25. Beebe, James R.. Logical Problem of Evil (em inglês). Internet Encyclopedia of Philosphy. Página visitada em de 2011.
  26. Beebe, James R.. Logical Problem of Evil (em inglês). Internet Encyclopedia of Philosphy. Página visitada em de 2011. "Current discussions of the problem focus on what is called “the probabilistic problem of evil” or “the evidential problem of evil.”"
  27. If God created everything, and what He created was perfect and good, how did evil originate? (em inglês). Estrelando Norman Geisler. Publicado no YouTube por johnankerberg em 18/11/2010. Visualizado em 25 de fevereiro de 2011. Duração: 3:22.
  28. Where did evil originate? Why did God permit it? (em inglês). Estrelando Norman Geisler. Publicado no YouTube por johnankerberg em 17 de janeiro de 2010. Visualizado em 26 de dezembro de 2010. Duração: 2:20.
  29. Where did evil come from? (em inglês). Estrelando Norman Geisler. Publicado no YouTube por johnankerberg em 18/11/2010. Visualizado em 25 de fevereiro de 2011. Duração: 1:47.
  30. Craig, William Lane. Must the Atheist Be Omniscient? (em inglês). ReasonableFaith.org. Página visitada em 4 de maio de 2010.
  31. Debate entre Craig e Hitchens.
  32. Why would God chose a world with evil as opposed to no world whatsoever? (em inglês). Reasonable Faith Forum. Página visitada em 13 de agosto de 2010.
  33. Plantinga, Alvin. TWO DOZEN (OR SO) THEISTIC ARGUMENTS (em inglês) pp. 19. Página visitada em 20 de abril de 2010.

Links externos Edit

Enciclopédias Edit

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