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Objeção teísta: Não há ateu legítimo

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Uma objeção teísta afirma que "não há nenhum ateu legítimo". Esta objeção é também conhecida pela sua forma mais comum, como "não há ateus em trincheiras", citação atribuida à jornalista estadosunidense Ernie Pyle em 1942 (mas também algumas vezes atribuída a Douglas MacArthur ou William Cummings)[1] A idéia por trás da objeção é de que, muito embora uma pessoa possa se dizer atéia enquanto está numa situação de conforto e paz emocional, quando ela se depara com uma situação de risco (uma trincheira no meio de uma batalha, uma queda de avião, uma situação de quase morte), ela acaba admitindo não só que Deus existe como se entrega a Ele.

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A objeção é ruim por uma série de motivos:

  • Primeiro, ela diz respeito muito mais à descrença na existência de Deus do que com a Sua inexistência, o que é um assunto praticamente irrelevante para a filosofia da religião e para a discussão teísmo-ateísmo. Isso porque a crença ou descrença de um indivíduo na existência de um objeto em nada faz para afetar a real existência deste, de modo que mesmo que fosse atestado que todos os ateus deixassem de sê-lo em momentos de tribulação, isso em nada afetaria a inexistência de Deus se este fosse o caso.
  • Segundo, não é atestado se realmente um número significativo de ateus se dobraram ou dobrariam ao teísmo em face do perigo. A alegação, portanto, parece ser alegada sem razão suficiente.
  • A idéia de que pessoas "se agarram" à religião em momentos de perigo, abandonando suas convicções não-religiosas anteriores, é antes prejudicial ao teísmo do que o contrário. Se isso fosse verdade, apenas contaria como motivo para se afirmar que as religiões são "muletas emocionais" da humanidade, não um sistema de crenças compatíveis com a realidade e em busca da verdade.
  • Situações de perigo constituem contextos ineficazes para atestar as reais convicções de um indivíduo, uma vez que em tais situações este dificilmente esta raciocinando apropriadamente. Ter como definitiva a crença em Deus realizada repentinamente em face do perigo tornaria válido o ter como definitivo uma opinião dita por um indivíduo em estado de alcoolismo, o que parece ser inaceitável; o que vale é o que as pessoas não apenas pensam, mas pensam direito, de modo que o que vale é a opinião e sistema de crenças atestadas por um indivíduo em seu estado de plena consciência, não num momento quando esta está deturpada.[nota 1]

Notas

  1. Observa-se que esta resposta não implica ser verdadeiro que a única verdade que se pode extrair de uma pessoa é aquela que ela profere após a execução de um raciocínio estando em um estado de plenas faculdades mentais, pois há situações em que um indivíduo, muito embora oficialmente defenda uma posição ou crença, manifesta que realmente acredita em outra coisa em momentos "não-oficias". Um exempo disso diz respeito à questão da natureza ontológica dos valores morais: enquanto que muitos indivíduos defendem oficialmente uma posição relativista sobre a moralidade, passam todos os demais momentos afirmando a objetividade dos valores morais em suas ações e reinvindicações. A questão não está numa relação "posição oficial vs posição qualquer", mas "posição adquirida com o uso de plenas faculdades mentais vs posição adquirida em momentos com faculdades mentais deficientes".

Referências

  1. Arguments Against Atheism - "There are no atheists in foxholes" (em inglês). Página visitada em 16 de fevereiro de 2011.


Objeções comuns contra ateísmo e teísmo

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