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Uma objeção ao Cristianismo consiste na alegação de que este é ofensivamente exclusivista. A objeção pode ser desferida em vários sentidos: por exemplo, ela pode ser afirmada numa tentativa de criticar a veracidade da fé cristã. Neste caso, o crítico pode dizer, dirigindo-se a um cristão, que é "muito arrogante da sua parte dizer que sua crença é [a única] verdadeira".[1] Em outro caso, ela pode ser uma crítica simples ao "caráter moral do Cristianismo", sustentando que este é imoral em função de sua pregação exclusivista.

Avaliação Edit

De fato e em especial quando comparado a religiões mais "liberais" como o Hinduísmo, o Cristianismo é fortemente excluisivista em suas afirmações, tais quais que o único caminho para a salvação e para chegarmos a Deus é através de Cristo e que nada pode ser acrescentado à pregação do Evangelho, bem como que o Cristianismo não deve ser misturado a coisa alguma do mundo.

Todavia, a objeção é falha porque considera uma questão praticamente irrelevante nesta questão - o que "ofensivo" tais alegações são - ao invés de se concentrar naquilo que realmente importa - i.e., se tais afirmações são, afinal, verdade. Pode-se dizer que, dada o caráter da mensagem cristã, é simplesmente uma perda de tempo o ponderar sobre tais questões puramente emotivas ao invés de dedicar o tempo para avaliar aquilo que pode definir a vida eterna de uma pessoa, i.e., a veracidade do Cristianismo. Assim, a objeção é, em primeiro lugar, fútil.

Além disso, alegar que o excluisivismo do Cristianismo é ofensivo é também uma crítica fútil porque ela se esquece que "toda alegação de verdade é excluisivista". Ao dizer-se uma proposição, necessariamente exclui-se o seu oposto e tudo o que vem com ele, de maneira que a proposição

  • "só há salvação por meio de Cristo"

não é mais excluisivista ou ofensiva do que

  • "só estão corretos aqueles que creem que a forma da Terra é geóide"

, uma proposição que nunca é criticada como ofensiva.

Também tem-se que caso a crítica seja dirigida a uma pessoa com vias de minar a credibildiade do Cristianismo, então como observa o filósofo e teólogo William Lane Craig, tal crítica não passa de um exemplo da falácia ad hominem.[1]

Por fim, observa-se que o caráter de uma proposição ser ofensiva ou não não constitui uma propriedade de tal alegação, mas numa particular ideia que alguém tem sobre tal afirmação. Por exemplo, a expressão "filho da prostituta" é normalmente tido como ofensiva se direcionada a uma pessoa que não é filho de uma prostituta, mas quando direcionada a alguém que é ou mesmo como expressão cotidiana em meio a amigos tal expressão não passa de uma constatação de fato ou uma "tirada" amigável e comum. Assim, não é uma propriedade da expressão "filho da prostituta" o ser ofensivo, e bem assim de qualquer outra proposição. Por isso, a alegação de que o Cristianismo é ofensivamente excluisivista não é realmente verdadeira, pois o caráter ofensivo de algo não é uma legítima propriedade daquele algo.

Veja tambémEdit

Referências

  1. 1.0 1.1 Argument Ad Hominem ? (em inglês). Estrelando William L. Craig. Produzido e editado por One Minute Apologist e publicado no YouTube por drcraigvideos em 29/10/2011. Visualizado em 31 de outubro de 2011. Duração: 1:15.



Objeções comuns contra ateísmo e teísmo

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