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Design Inteligente

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Parte de uma série de artigos sobre
Design Inteligente (DI)
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Conceitos

Complexidade Irredutível
Complexidade especificada
Universo bem afinado
Designer inteligente
Realismo teísta
Criacionismo

Movimento
do design inteligente

Cronologia
Discovery Institute
Center for Science and Culture
Estratégia da cunha
Análise Crítica da Evolução
Ensine a Controvérsia
Design inteligente na política

Principais defensores

Phillip Johnson
Michael Behe
William Dembski
Stephen C. Meyer
Jonathan Wells

Reações

JudaísmoCatólica Romana
Organizações científicas

Portal do Design Inteligente

Design Inteligente (original: Inteligent Design) é o estudo de padrões na natureza que são melhores explicados como resultado de inteligência.[1][2] Alguns dos seus defensores já manifestaram que desejam vê-la como uma nova teoria para explicar a origem da vida e, assim, suplantar a teoria da evolução de Charles Darwin tornando-se o novo paradigma do futuro[fonte?].

Em essência, o Design Inteligente (DI) afirma que há componentes no Universo (normalmente no ramo da biologia, mas também marcante na física) que claramente demonstram que foram projetados por algum Designer desconhecido (e cuja identidade não importa para a proposta) ao invés de terem surgido por acaso. Segundo os seus defensores, a teoria darwiniana por seleção natural segundo o princípio de mutações ao acaso não é capaz de explicar todos os fenômenos vistos na natureza (como a explosão cambriana e o flagelo bacteriano), mas a possibilidade de um Designer ter manipulado a evolução dos seres vivos (evolução teísta) ou mesmo ter criado-os diretamente (criacionismo) aparenta ser uma resposta mais plausível para estes fenômenos. Embora defenda este tipo de criacionismo (no sentido puro de criação, direta ou indireta), o DI não nega a funcionalidade da teoria evolutiva, mas normalmente direciona-a como somente verdadeira no quesito de microevolução (no que diz respeito aos processos normalmente defendidos, como mutações ao acaso), enquanto que a macroevolução seria a parte onde provavelmente teria havido a inserção/guia de atividade inteligente.

Embora os métodos que o DI utiliza para detectar a presença de um Desenhista por trás da vida na Terra sejam praticamente os mesmos usados por várias ciências oficias, como a arqueologia, e de os seus defensores continuamente afirmarem que a sua proposta é científica, os cientistas em geral (notadamente evolucionistas) têm rejeitado o DI, chamando-o de pseudociência e apenas uma nova forma de criacionismo mais científico (embora muitos sequer concordem com o termo 'criacionismo científico').

Entre os seus maiores defensores, encontram-se Michael Behe, William Dembski, Stephen C. Meyer e Phillip E. Johnson.


Crítica Edit

O Design Inteligente vem sendo constantemente atacado e criticado tanto por membros da comunidade científica como pela não-religiosa, como partidários do ateísmo. muito embora havendo alguns casos mais notáveis, quando mesmo religiosos se posicionam contra o movimento. Na opinião majoritária da ciência, o DI é visto como uma pseudociência, um "criaconismo renomeado" motivado por 'religiosos que visam trazer Deus de volta ao laboratório'.

Boa parte destas críticas, todavia, são feitas sem uma boa argumentação, as vezes inclusive utilizando-se de falácias lógicas como non sequitur.

Nome e relação com criacionismo Edit

Uma das críticas mais fortes na acusação de que o DI não passa de um Criacionismo remodelado é a argumentação de que o termo foi cunhado apenas com a intenção de propagar a mesma idéia sobre um novo nome, já que o Criacionismo a muito tempo já era visto como pseudocientífico e descartável.

Trata-se, todavia, de uma falácia non sequitur, espantalho e uma visível má-incompreensão, uma vez que está a desconsiderar as várias diferenças entre o DI e o Criacionismo, de forma que não é apenas um nome diferente, mas uma estrutura de pensamento diferente. Da mesma forma a premissa de que o DI é originado no Criacionismo, mesmo que correta, não significa que o primeiro seja pseudocientífico e que deva ser descartado. Isso pode ser mais facilmente visualizado no seguinte esquema:

  1. Historicamente o DI veio depois do Criacionismo, partilhando muitos conceitos, como o de design.
  2. O Criacionismo é pseudocientífico.
  3. Logo, o DI é pseudocientífico.

Se tal argumento fosse verdadeiro, então a teoria da evolução poderia também ser descartada pelo mesmo raciocínio, como é demonstrado neste esquema:

  1. Historicamente a teoria da evolução veio depois do lamarquismo, partilhando muitos conceitos, como o de uma explicação natural para a existência dos seres vivos na Terra.
  2. O lamarquismo está errado.
  3. Logo, a teoria da evolução está errada.

Inferência de Deus Edit

Muitos dos críticos depositam suas inferências de que o DI está sendo utilizado para trazer Deus ao mundo científico tomando-se por base que, muito embora membros como Dembski insistam que o DI não faz especulações sobre a identidade ou natureza do Designer, a maioria esmagadora dos defensores do movimento são teístas, boa parte cristãos.

Esta crítica é, todavia, infundada, uma vez que as convicções pessoais de um cientista ou filósofo em nada implica ou se mistura com alguma teoria que ele defende, não fazendo sentido desqualificá-la por causa destas convicções pessoais. Esta atitude seria semelhante à tentar desqualificar a teoria da evolução porque muitos dos seus defensores são ateus. No caso do DI, todavia, a relação é ligeiramente maior do que no caso da evolução, já que a segunda, a princípio, pode ter ocorrido tanto na presença de um Designer quanto na sua ausência, enquanto que a primeira só pode ter ocorrido com um Designer. No entanto, estas peculiaridades particulares dos teóricos do DI em nada tem a ver com a teoria que defendem, algo que pode ser facilmente visto na nomenclatura utilizada - não se defende Deus como sendo o Designer, muito embora Ele seja tido como uma perfeita hipótese. Trata-se, portanto, de uma falácia non sequitur como pode ser mais claramente visto no esquema abaixo:

  1. O Design Inteligente defende a hipótese da existência de um Designer por trás do cosmos.
  2. Deus (religião) é um candidato a ser o Designer.
  3. A maioria dos teóricos do DI são teístas; grande parte deles são cristãos.
  4. Logo, o DI defende a existência de Deus.

Dados Edit

Principais defensores Edit

Principais entidades Edit

Veja também Edit

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Referências

  1. Expelled
  2. Evolutionary Informatics (em inglês). Página visitada em 12 de março de 2011. "Intelligent design is the study of patterns in nature best explained as the product of intelligence."
Críticas
Respostas

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