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O argumento ontológico de Alvin Plantinga é uma versão do argumento ontológico baseado na relação entre "mundos possíveis" e "mundo real" com o conceito de um ser maximamente grande. É tido hoje por muitos como a versão "vitoriosa" em relação às demais versões do argumento já apresentadas.[1]

O argumento de Plantinga pode ser esquematizado de várias maneiras. Kenneth Himma o expõe da seguinte maneira:[2]

  1. O conceito de um ser maximamente grande é [auto-]consistente.
  2. Se (1), então existe pelo menos um mundo logicamente possível no qual um ser maximamente grande existe.
  3. Logo existe pelo menos um mundo logicamente possível no qual um ser maximamente grande existe.
  4. Se um ser maximamente grande existe em um mundo logicamente possível, ele existe em todos os mundos logicamente possíveis.
  5. Logo, um ser maximamente grande (i.e. Deus) existe em todos os mundos logicamente possíveis.

O filósofo e teólogo William Lane Craig, por sua vez, resume o argumento da seguinte maneira:[3][4][5]

  1. É possível que um ser maximamente grande exista.
  2. Se é possível que um ser maximamente grande exista, então um ser maximamente grande existe em algum mundo possível.
  3. Se um ser maximamente grande existe em algum mundo possível, então ele existe em qualquer mundo possível.
  4. Se um ser maximamente grande existe em qualquer mundo possível, então ele existe no mundo real.
  5. Se um ser maximamente grande existe no mundo real, então um ser maximamente grande existe.
  6. Logo, um ser maximamente grande existe.

Norman Geisler o esquematiza da seguinte maneira:[6]

  1. Algo tem a propriedade de grandeza máxima se tem a propriedade de excelência máxima em todos os mundos possíveis.
  2. Excelência máxima implica onisciência, onipotência e perfeição moral.
  3. Grandeza máxima é possivelmente exemplificada.
  4. Há um mundo M no qual a essÊncia E é tal que E é exemplificado em M e E implica grandeza máxima em M.
  5. Para qualquer objeto X, se X exemplifica E, então X exemplifica excelência máxima em todos os mundos possíveis.
  6. E implica a propriedade de excelência máxima em todos os mundos possíveis.
  7. Se M fosse real, teria sido impossível que E não pudesse ser exemplificado.
  8. O que é impossível não varia de mundo para mundo.
  9. Existe um ser que tem excelência máxima em todos os mundos.
  10. O ser que tem excelência máxima existe no mundo real.

Robert E. Maydole o esquematiza da seguinte maneira:[7]

  1. A propriedade de ser maximamente grande é exemplificada em algum mundo possível.
  2. A propriedade de ser maximamente grande é equivalente, por definição, à propriedade de ser maximamente excelente em todos os mundos possíveis.
  3. A propriedade de ser maximamente excelente engloba as propriedades de onisciência, onipotência e perfeição moral.
  4. Uma propriedade universal é uma que é exemplificada em todos os mundos possíveis ou em nenhum.
  5. Qualquer propriedade que é equivalente a alguma propriedade que se mantém em todos os mundos possíveis é uma propriedade universal.
  6. Logo, existe um ser que é essencialmente onisciente, onipotente e moralmente perfeito (Deus).

Avaliação Edit

Considerando-se a esquematização proposta por William Craig, tem-se que as premissas 2 a 6 são quase que universalmente aceitas por filósofos contemporânos, i.e., a maior parte dos filósofos concordaria que se a existência de Deus é sequer possível, então Deus existe.[3] Com isso, a maior parte das críticas a esse argumento residem ou sobre a sua forma (i.e. quanto a ser um argumento a priori ou com respeito à noção de provar a existência de algo com base na mera possibilidade deste existir), ou sobre a premissa da possibilidade de Deus existir ou sobre a coerência do conceito de um "ser maximamente grande".

Referências

  1. Oppy, Graham. Plantinga's Ontological Argument (em inglês). Stanford Encyclopedia of Philosophy. Página visitada em 17 de setembro de 2010.
  2. Himma, Kenneth Einar. Ontological Argument (em inglês). Internet Encyclopedia of Philosphy.
  3. 3.0 3.1 Craig, William Lane. Dawkins' Critique of the Ontological Argument (em inglês). ReasonableFaith.org. Página visitada em 30 de maio de 2010.
  4. Craig, William Lane. The New Atheism and Five Arguments for God (em inglês). Reasonable Faith (website). Página visitada em 24 de abril de 2010.
  5. Craig, William Lane. New Atheist Arguments Against God's Existence Refuted (5 of 5) (vídeo) (em inglês). Palestra. YouTube. Vídeo visualizado em 6 de agosto de 2010.
  6. Geisler, Norman. Enciclopédia de Apologética: Repostas aos críticos da fé cristã (em <Língua não reconhecida>). [S.l.]: Vida Acadêmica, 2002. p. 663. ISBN 0801021510.
  7. Craig, William Lane. The Blackwell Companion to Natural Theology. [S.l.]: Wiley-Blackwell, 2009. p. 573. ISBN 1405176571.


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