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Um argumento ontológico é um que tenta provar a existência de Deus a partir de alguma fonte que não observações do mundo[1], i.e. apenas com raciocínio abstrato[2] que geralmente parte da simples ideia ou conceito de Deus como um ser absolutamente perfeito ou necessário.[3] Trata-se da forma mais conhecida de argumentos a priori para a existência de Deus[2] podendo-se inclusive utilizá-lo como sinônimo dos mesmos.

Tendo sido primeiramente concebido por Anselmo de Cantuária[1], têm sido objeto de fascínio por filósofos desde então[1] vindo a ser desenvolvido em várias versões e a receber muitas críticas tanto de teístas, como Tomás de Aquino, quanto de céticos.[3] Dentre estas destacam-se a do cético David Hume que questionou a possível validade de um argumento a priori[2] e a do alemão Immanuel Kant com o famoso dictum "existência não é predicado".[1]

Taxonomia Edit

Várias taxonomias para as diversas versões de argumento ontológico já foram propostas.[1] Por exemplo, Norman Geisler divide-se entre argumentos à partir da ideia de um ser perfeito e à partir do conceito de um Ser Necessário.[4]Graham Oppy divide-os em oito grupos não exclusivos: definicionais, conceituais, modais, meinongianos, experienciais, mereológicos, de mais alta ordem e hegelianos, esta última categoria devotada exclusivamente ao argumento nunca formalmente apresentado por Hegel.[1]

Avaliação Edit

Muitas críticas já foram feitas contra as diversas versões do argumento ontológico cuja validade, em geral, ainda é disputada até mesmo entre filósofos cristãos cuja maioria rejeita a validade de tais argumentos.[5][6]

Veja também Edit

Referências

  1. 1.0 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 Oppy, Graham, Ontological Arguments, Stanford Encyclopedia of Philosophy, 03 de fevereiro de 2015, (em inglês) "Ontological arguments are arguments, for the conclusion that God exists, from premises which are supposed to derive from some source other than observation of the world"
  2. 2.0 2.1 2.2 The Ontological Argument (em inglês). Philosophy of Religion. Página visitada em 6 de julho de 2010.
  3. 3.0 3.1 Geisler, Norman. Enciclopédia de Apologética: Repostas aos críticos da fé cristã (em <Língua não reconhecida>). [S.l.]: Vida Acadêmica, 2002. p. 653. ISBN 0801021510.
  4. Geisler, Norman; Paul D. Feinberg. Introdução à Filosofia: Uma perspectiva cristã (em <Língua não reconhecida>). 2º. ed. [S.l.]: Vida Nova, 1996. ISBN 9788527501422.
  5. Swinburne, Richard. The Existence of God (em <Língua não reconhecida>). 2. ed. [S.l.]: Oxford University Press, 2004. p. 9. ISBN 0199271682.
  6. Swinburne, Richard. The Coherence of Theism (em <Língua não reconhecida>). Revisada. ed. [S.l.]: Oxford University Press, USA, 1993. p. 273. ISBN 9780198240709.



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