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O argumento dos paralelos dos evangelhos é um raro argumento defendido por Richard Carrier que baseia-se sobre alegados paralelos entre partes dos Evangelhos e partes do Antigo Testamento ou de histórias não-cristãs para alegar que eles não são historicamente confiáveis, mas possuem muita mitologia. Desta forma, além de ser um argumento contra o Cristianismo em termos de validade da Bíblia, serve como objeção à historicidade da ressurreição de Jesus e como argumento contra a existência de Deus (apesar de Carrier aparantemente não defender esta última versão).

Richard Carrier constantemente apresenta seu argumento em seus livros e também o fez no seu debate contra William Lane Craig.[1]

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O argumento dos paralelos nos evangelhos é ruim por pelo menos os seguintes motivos:

  • Não há a menor garantia de que os tais paralelos são históricos ao invés de aparecerem apenas na mente do crítico.
  • A maioria dos paralelos - senão todos - são ruins, i.e. podem ser explicados de outra maneira sem ter que apelar para a idéia de mistificação e consequente falta de valor das passagens envolvidas em cada caso. Por exemplo, podem constituir coincidência (diga-se de passagem, tendo em vsita que ateus geralmente alegam que as milhares de alegações de milagres não passam de pura coincidência, pode-se usar o mesmo raciocínio para desqualificar todos os paralelos acusados, o que colocaria o ateu "contra a parede" em relação à sua tradicional objeção anti-milagres). Exemplos de refutações:
    • O paralelo é uma coincidência.
    • O paralelo não existe, sendo puramente fictício na mente do crítico.
    • As bases de alguns alegados paralelos são falsos, de modo que o paralelo deixa de existir. Exemplo é o paralelo que menciona Barrabás.[2]
    • O paralelo existe mas é histórico-teológico, não teológico-místico: ao invés de ser uma história criada com o intuito de trazer uma lição teológica de um dito anterior, trata-se de um evento histórico que cofirmou a veracidade do tal dito. Por exempo, a visita das mulheres ao túmulo não é uma história fictícia para demonstrar/corroborar a lição de Jesus de que "os últimos serão os primeiros", mas sim um evento histórico que confirmou que Jesus estava certo no que disse (tendo em vista que Jesus é para ser um profeta, então era de se esperar que houvessem confirmações históricas da veracidade de seus ensinamentos).
  • Os paralelos ocorrem quase sempre - senão sempre - em questões históricas menores, não nos fatos que realmente colocariam o Cristianismo em risco.
  • O fato de que alguns paralelos poderiam ser legítimos não significa que todo os livros em questão são mitológicos. É aceito que a presença de alguns pontos mitológicos dentro dos Evangelhos em nada afeta o fato de que eles são parte do gênero literário de biografia antiga e que é, portanto, confiável de modo genérico.
  • Mesmo que algum detalhe seja comprometido dentro de um relato, isso não é suficiente para invalidar a história por completo. Por exemplo, pode-se aceitar que haja contradições na ordem com que as mulheres foram ao túmulo e viram Jesus ressurreto sem precisar aceitar a conclusão non sequitur "logo, nenhuma mulher foi ao túmulo e viu Jesus ressurreto". Da mesma forma, se alguma coisa de uma história pode ser um trecho problemático, isso não significa que ele não é real historicamente num sentido mais amplo.
  • Observa-se que "coincidentemente" muitos dos paralelos e fontes de paralelos acabaram sobrevivendo, quando é estimado que apenas 4% de todas as obras da Antiguidade sobreviveram.[fonte?] Isso indica que é provável que, de fato, não seja uma questão de sorte o fato de justamente as obras que registraram os paralelos sobreviveram, mas que são paralelos forçados presentes apenas na mente do crítico.

Referências

  1. Did Jesus Rise from the Dead? (William Lane Craig vs Richard Carrier) (em inglês). Estrelando Richard Carrier e William Lane Craig. Publicado no YouTube por drcraigvideos em 24 de dezembro de 2010. Visualizado em 25 de dezembro de 2010. Duração: 1:41:01.
  2. Craig, William Lane. Barabbas (em inglês). ReasonableFaith.org. Página visitada em 30 de dezembro de 2010.


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