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Argumento da sintonia fina
Introdução
Exposição
Crítica
Materiais

O argumento da sintonia fina vem sendo criticado por não-ateus em vários materiais. Esta parte do artigo sobre este argumento visa mostrar estas objeções e também suas respostas, quando existentes.

Multiverso Edit

Ver artigo principal: Multiverso

A mais tradicional resposta para o argumento da sintonia fina é a hipótese do multiverso: a existência de outros (talvez infinitos) universos além deste em que vivemos e que, por sua quantidade, tornariam a probabilidade da sintonia fina deste universo mais plausível para a hipótese de surgimento ao acaso.

Todavia, esta objeção é descreditada por alguns motivos, tanto filosóficos quanto científicos:[1][2]

  • Não há a menor evidência científica e filosófica que corrobore esta hipótese; é pura especulação que não sai do campo da simples possibilidade. Este problema traz algumas consequências:
    • Trata-e de uma resposta não-científica pela simples ausência de evidências (o que entra em contradição com muitas falas ateístas);
    • Tendo em vista que é difícil senão impossível verificar a veracidade desta hipótese, esta é, ao menos no presente momento, uma hipótese não-falseável e, portanto, mais uma vez não-científica;
    • Aceitá-la como verdadeira consistiria numa ação de pura fé, e não de razão (o que entra em contradição com muitas falas ateístas);
    • Aceitá-la como uma refutação válida seria cometer a falácia de simples possibilidade num ato imprudente: mesmo que seja realmente possível que haja vários universos e que isso explique a sintonia fina, essa possibilidade não equivale a uma certeza e, neste caso, a hipótese de Deus ainda é mais plausível, pois seria apostar em pura especulação quando já há uma explicação plausível.
  • Não extingue o problema de como tais universos surgiram, ou seja, não é uma hipótese explicatória de grande poder; pelo contrário, aumenta o problema, em tratando-se de vários universos;
  • Outros razões.[1]

O maior engano perpertuado por esta objeção, todavia, ainda parece ser o problema da simples possibilidade. Aparentemente ateus, ao apresentarem a hipótese do multiverso, mesmo que não haja evidência alguma nessa direção, parecem tomar o argumento como refutado, o que evidentemente não é verdade, pois o argumento só seria realmente refutado caso fosse demonstrado que a sintonia fina não tem nada a ver com Deus; não basta considerar esta possibilidade, sem nenhuma evidência. Na possibilidade do multiverso, o máximo dano que ocorre no argumento é a necessidade de lembrança de que se trata de um argumento indutivo, o que não representa nenhum problema: por se tratar de um argumento indutivo desde o princípio, o argumento já considera a possibilidade de que não há ligação entre Deus e a sintonia fina do universo e, portanto, mencionar a possibilidade do multiverso apenas tange esta possibilidade naturalmente aberta em raciocínio indutivo, mas não dá nenhuma força no sentido de mostrar que as evidências não apontam para Deus.

Outras formas de vida Edit

Uma objeção comum ao argumento é de que se trata de uma falácia porque os argumentadores estariam apenas considerando-se a forma de vida que conhecemos (baseada no carbono), i.e. o argumento não é válido porque "as mudanças na sintonia fina do Universo poderiam bem impedir a existência de vida como a conhecemos, mas podem existir outras formas de vida que poderia viver mesmo fora desta sitonia fina".

No entanto, esta objeção é resultado de uma má observação do argumento. O argumento não afirma que seria impossível que a vida baseada no carbono seria impossível, mas que qualquer tipo de vida, independente se podem existir ou não, não existiria - e isto é argumentado conscientemente, não apenas considerando a vida ao carbono. Algumas das constantes universais, como a força nuclear forte, inviabilizariam a existência de qualquer forma de vida caso fossem um pouco maior ou menor em relação ao valor atual; somente vidas com base no hidrogênio seriam possíveis, e não há o menor conhecimento de que seria possível haver uma vida baseada no hidrogênio. Se isso ainda não soasse convincente, então o fato de que um aumento na força gravitacional levaria o Universo a um colapso enquanto que uma diminuição o expandiria ao ponto de não serem possíveis a formação de galáxias, impedindo definitivamente a formação de quaisquer meios para o desenvolvimento de vida, pode ser considerado como um fechamento na objeção.

O argumento se aplica a qualquer forma de vida existente, não apenas à baseada no carbono.

Apelo às profecias Edit

O biólogo ateu Richard Dawkins propôs, em seu livro Deus, um delírio, que a inferência de design com base nestas "aparências" de design do Universo não deve ser feita, mas que, ao contrário, devemos "não perder a esperança" de que, no futuro, virá uma teoria tão poderosa para a física quanto a evolução é para a biologia.[3] No contexto, Dawkins refere-se a idéia de que, até a um tempo atrás, inferia-se o design com base na complexidade da vida biológica, uma ação que teria se tornado inapropriada no momento em que a teoria da evolução de Darwin foi estabelecida. Segundo Dawkins, espera-se que não deve-se cometer o mesmo erro na física, inferindo a hipótese de design apressadamente, mas ao contrário esperar que, no futuro, uma teoria naturalista venha a explicar a alta definição do universo.

Referências

  1. 1.0 1.1 Craig, William Lane. What about Multiverses and Parallel Universes due to Chance? (vídeo) (em vídeo). YouTube. - Craig explica porque a hipótese do multiverso é falha.
  2. Flew, Antony , Roy Abraham Varghese, Ediouro, Um Ateu Garante: Deus Existe, 1º edição. ISBN 978-85-00-02354-5
  3. Veja a página sobre o argumento ultimate boeing 747 gambit.

Multiverso Edit

À favor
Crítica

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