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Argumento da simplicidade divina

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Um argumento da simplicididade para o teísmo é um tipo de argumentos de simplicidade para a existência de Deus ou para o monoteísmo em detrimento de outras formas possíveis de teísmo. Entre seu defensores mais conhecidos encontram-se o filósofo britânico Richard Swinburne[1] e Alvin Plantinga.[1]

Apresentação Edit

Há pelo menos duas versões conhecidas de argumentos da simplicidade divina. Uma delas, baseada na tese de simplicidade como qualidade preferencial de uma hipótese, afirma que o nosso entendimento de explicações mais simples serem melhores que outras comparativamente mais complexas é evidência da existência de Deus. Uma outra versão afirma que, tendo como princípio a Navalha de Occam, Deus é a melhor explicação para a existência de todas as coisas pois consegue explicar com apenas uma causa a existência delas sendo, por isso, uma hipótese preferível às suas concorrentes.

Preferência por simplicidade Edit

Sobre a versão que pode ser chamada de argumento da preferência por hipóteses mais simples (ou simplesmente argumento da preferência por simplicidade), o filósofo cristão Alvin Plantinga comentou em sua palestra Two Dozen (or so) Theistic Arguments:[1]

De acordo com Swinburne, a simplicidade é a principal determinante de probabilidade intrínseca. Isso parece-me duvidoso, principalmente porque provavelmente não há tal coisa, em geral, como probabilidade intrínseca (lógica). Ainda assim nós certamente favorecemos simplicidade; e nós somos inclinados a pensar que explicações e hipóteses simples são mais propensas a serem verdadeiras do que as epicicloidais complicadas. Então, suponha que você acha que simplicidade é uma marca da verdade (para hipóteses). Se o teísmo é verdadeiro, então há alguma razão para pensar que o mais simples tem mais chance de ser verdadeiro que o menos simples; porque Deus criou tanto a nós como nossas preferências teóricas e o mundo; e é razoável pensar que ele iria adaptar um para o outro. (Se ele próprio tivesse favorecido anti-simplicidade, então sem dúvida ele teria nos criado de tal forma que nós também o faríamos.) Se o teísmo não é verdadeiro, no entanto, não parece haver nenhuma razão para pensar que o simples é mais provável de ser verdadeiro que o complexo.

Navalha de Occam Edit

Outro tipo seria o de argumentos que utilizam-se da Navalha de Occam, o princípio que recomenda que não se multiplique causalidades além daquilo que é necessário para se explicar o fenômeno em questão[2]. Um exemplo de tal argumento seria da seguinte maneira:

  1. Define-se "teísmo" pela hipótese de que Deus, como entendido no teísmo clássico, existe.
  2. Define-se "naturalismo" como a antítese do teísmo, i.e. a hipótese de que Deus não existe e tampouco algo como Deus.
  3. Defini-se por "simplicidade" a qualidade de uma hipótese de invocar menos coisas para explicar o que pretende explicar, i.e., uma hipótese H1 é dita "mais simples" que H2 se ela postula menos entidades do que H2 para poder explicar o que pretende explicar.
  4. Seguindo a Navalha de Occam, devemos preferir uma hipótese H1 à H2 (i.e. reconhecer que H1 é verdadeira ao invés de H2) se, tudo o mais igual, H1 for mais simples do que H2.
  5. Define-se "hipótese comparativamente completa" como aquela que é de tal forma elaborada que, quando comparada a uma outra hipótese concorrente, é capaz de explicar tanto quanto aquela, ou seja, possui o mesmo poder e escopo explanatório.
  6. A hipótese "naturalismo" é intrinsecamente mais simples do que a hipótese do "teísmo", porém carece do mesmo poder e escopo explanatório que aquele tem. Como consequência, para que o naturalismo seja capaz de explicar as mesmas coisas que o teísmo é capaz, faz-se necessário que uma série de outros fatores e causas sejam "anexados" ao naturalismo - chegando-se ao "naturalismo comparativamente completo".
  7. Assim, quando se tem o "naturalismo comparativamente completo" no mesmo nível do teísmo (agora ambos igualmente capazes de explicar as mesmas coisas por terem o mesmo poder e escopo explanatório), aquele é fortemente menos simples do que o teísmo: o teísmo é mais simples do que o naturalismo capaz de explicar as mesmas coisas que o teísmo é capaz de explicar.
  8. Logo, devemos preferir a hipótese do teísmo à do naturalismo (em explicando a existência e características do universo).
  9. Logo, o teísmo é verdadeiro.

Veja também Edit

Referências

  1. 1.0 1.1 1.2 Plantinga, Alvin. Two Dozen (or so) Theistic Arguments - Lecture notes by Alvin Plantinga (em inglês). Página visitada em 20 de abril de 2010.
  2. Craig, William Lane (11 de janeiro de 2015). Ockham’s Razor (em inglês). ReasonableFaith.org. Página visitada em 18 de janeiro de 2015.


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