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O argumento da referência (ou de referência, do inglês "Argument from Reference"[1]) é um argumento para a existência de Deus. Em sua palestra "Algo como Duas Dúzias de Argumentos para a Existência de Deus", o filósofo cristão Alvin Plantinga reflete:[1]

Voltemos para o cérebro num tonel de Putnam. Putnam argumenta que nosso pensamento possui um caráter externo: o que nós pensamos depende parcialmente de como o mundo se parece. Assim se não houvessem árvores, nós não poderíamos pensar o pensamento "não há nenhuma árvore"; a palavra "árvore" não significaria o que significa se, de fato, não houvessem árvores (e o mesmo para outros termos de tipos naturais como água, ar, cavalo, fogo, limão, seres humanos e por ai vai, e talvez termos de tipos artificiais também como casa, cadeira, avião, computador, barômetro, tonel e por aí vai). Mas então, ele afirma, nós podemos descartar o ceticismo do cérebro num tonel: ele não pode estar certo, porque se fôssemos cérebros em tonéis, nós não teríamos o tipo de contato epistêmico com tonéis que permitiriam o nosso termo "tonel" significar o que ele de fato significa. Mas então nós não poderíamos pensar o pensamento: "nós somos cérebros em tonéis". Então se nós fôssemos, nós não poderíamos pensar o pensamento de que fôssemos. Mas claramente nós podemos pensar aquele pensamento (e se nós não podêssemos, nós não poderíamos formular o ceticismo de cérebro num tonel; assim tal ceticismo deve estar enganado).


Mas um ceticismo diferente e muito mais profundo trafega na vizinhança: nós pensamos que podemos pensar certos pensamentos, onde nós podemos dar certas descrições gerais dos pensamentos em questão. Considere, por exemplo, o nosso pensamento de que somos árvores. Nós pensamos que existe um tipo de objeto grande, vivo e verde que cresce e é relacionado de uma certa maneira ao seu ambiente; e nós chamamos esse tipo de coisa de "árvore". Mas talvez seja fato que nós não estejamos no tipo de ambiente que nós pensamos que estamos. Talvez nós estamos num tipo totalmente diferente de ambiente, de tal tipo que na verdade nós não podemos formar o tipo de pensamento que achamos que podemos formar. Nós pensamos que podemos formar pensamentos de um certo tipo, mas na verdade nós não podemos. Isso poderia ser o caso. Assim não é algo como (ou apenas) que os nossos pensamentos podem ser sistematicamente e massivamente enganados; ao contrário, pode ser o caso que nós não podemos pensar os pensamentos que achamos que podemos pensar. Agora, na verdade, nós não podemos tomar esse tipo de ceticismo seriamente; e, de fato, se nós fomos criados por Deus nós não precisamos tomá-lo seriamente, já que Deus não permitiria que nós fôssemos enganados dessa maneira massiva.

Referências

  1. 1.0 1.1 Plantinga, Alvin. Two Dozen (or so) Theistic Arguments - Lecture notes by Alvin Plantinga (em inglês). Página visitada em 20 de abril de 2010.


Argumentos para o Teísmo

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