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Argumento da inexistência de Jesus

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Uma das críticas ao Cristianismo nega a existência de Jesus como figura histórica real, seja no sentido de afirmar positivamente que ele não existiu, seja em dizer que não temos razões suficientes para concluir isso. Uma tese que não tem o apoio da comunidade islâmica, crítica tradicional da fé cristã, e tampouco da comunidade acadêmica atual[1] que a considera "absurda" mesmo entre céticos como Bart Ehrman[fonte?], acabou se popularizando recentemente graças ao advento da Internet e de trabalhos de ateus populares como Dan Barker e Richard Carrier, este último um dos poucos historiadores profissionais a defender a inexistência de Jesus.

Em defesa da sua tese, pessoas como Barker apresentam uma série de críticas tradicionais à historicidade de Jesus, tais como:[2]

  1. Não há confirmação histórica externa das histórias do Novo Testamento.
  2. As histórias do Novo Testamento são intermanente contraditórias.
  3. Há explicações naturais para a origem da lenda de Jesus.
  4. As alegações de milagres tornam a história não histórica.

História Edit

Durante a maior parte dos últimos dois mil anos, a existência de Jesus como um judeu do séc. I não havia sido contestada. Foi apenas no séc. XIX, provavelmente como reflexo do crescente secularismo na Europa e do surgimento da abordagem científica à Bíblia defendida por Spinoza e outros,[3] que um crescente ceticismo em torno das histórias bíblicas surgiu chegando ao ponto de se questionar seriamente a historicidade de Jesus.

O movimento, todavia, não durou mais de três décadas e foi rejeitado quando historiadores concluríam que havia razões suficientes para concluir que Jesus existiu.[fonte?] Desde então a defesa dessa tese passou a ser presente praticamente apenas no meio popular tendo ganho maior adeptos com o surgimento de trabalhos de não historiadores como G. E. Wells e Archarya S. além de conteúdos audiovisuais como Zeitgeist, o Filme, facilmente popularizados com o advento da Internet. Apesar da popularização, a hipótese continuou sem ter a mínima aceitação por parte da comunidade acadêmica e pouquíssimos historiadores tornaram-se adeptos dela.

Avaliação Edit

Embora possua uma considerável aceitação no meio popular, as críticas lançadas contra a existência de Jesus são tão ruins quanto são ineficazes, i.e. ainda que algumas dessas alegações fossem verdadeiras, em pouco elas demonstrariam que Jesus não existiu como figura histórica.

Veja também Edit

Referências

  1. Debate entre William L. Craig (afirmativa) e Richard Carrier (negativa): "The Easter Debate". Disponível aqui.
  2. Lowder, J. J.. The Contemporary Debate on the Resurrection (em inglês). The Secular Web.
  3. Plantinga, Alvin. Two (Or More) Kinds of Scripture Scholarship (em inglês). Página visitada em 27 de fevereiro de 2015.


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