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O argumento da existência de um universo físico é um argumento cosmológico indutivo contra a existência de Deus que afirma ser o universo mais provável dado o naturalismo do que o teísmo.[1] O argumento pode ser resumido da seguinte maneira:[2]

Seja N "naturalismo metafísico", definido como "a hipótese de que o universo é um sistema fechado, o que significa que nada além do que faz parte do universo o afeta". Neste caso, N engloba a existência do universo, i.e. P(universo | N) = 1. Em contraste, o teísmo (T) não engloba a existência do universo; Deus poderia tê-lo criado quanto não tê-lo. Ainda que admitamos que a probabilidade da existência do universo no teísmo seja maior do que 0,5, ainda será inferior a 1 (1/2 < P(e | T & k) < 1). Ainda assim, seria o caso que P(universo | T & k) < P(universo | N & k).

Numa forma estruturalizada:[2]

Seja B nossa informação de fundo, E a existência do universo, T teísmo e N naturalismo.

  1. E é sabido ser verdadeiro, i.e. Pr(E) é perto de 1.
  2. T não é intrinsecamente muito mais provável do que N, i.e. Pr(T | B) não é muito mais provável do que Pr(N | B).
  3. Pr(E | N) = 1 > Pr(E | T).
  4. Todas as demais evidências iguais, T é provavelmente falso, i.e., Pr(T | B & E) < 1/2.

Avaliação Edit

Este argumento falha ao menos por trabalhar com definições inapropriadas; ele define os termos "naturalismo metafísico" e "teísmo" como duas hipóteses contextualmente diferentes, i.e. que não são apropriadamente competidoras (o análogo a trabalhar com a hipótese da existência de cavalos com a hipótese do teorema de Pitágoras ser verdadeiro diante das mesmas evidências): enquanto "teísmo" é tratado como a hipótese da existência de Deus, "naturalismo metafísico" não é tratado como a hipótese da inexistência de Deus, mas com a de um universo não intervencionista. Neste caso, ainda que a lógica do argumento fosse boa dada as definições, a comparação seria inválida por não ser válido competir duas hipóteses não opostas. Para escapar a esse problema, os termos deveriam ser redefinidos de tal maneira que as hipóteses pudessem competir em face da existência do universo: ou se mantém a definição do teísmo e redefine-se "naturalismo metafísico" para "a visão segundo a qual não há Deus e nada como Deus", ou se mantém a definição da segunda hipótese e trata-se o "teísmo" como "a hipótese de que o universo não é intervencionado". Em ambos os casos, todavia, o argumento perderia o seu valor, pois no primeiro o naturalismo metafísico já não mais englobaria a existência do universo e, no segundo caso, a hipótese teísta englobaria a existência do universo tanto quanto a hipótese naturalista.

Referências

  1. Lowder, J. J. (2014). A Good F-Inductive Argument for Theism based on Consciousness (em inglês). Patheos. Página visitada em 18 de fevereiro de 2015.
  2. 2.0 2.1 Lowder, J. J. (2014). Potential Objections to Swinburne’s Cosmological Argument (em inglês). Patheos. Página visitada em 18 de fevereiro de 2015.



Argumentos contra o Teísmo

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