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Argumento cristológico

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Argumento cristológico é um argumento que se baseia em afirmações acerca de Jesus Cristo de Nazaré para tentar demonstrar que Jesus Cristo é o Filho de Deus, daí demonstrando que Deus existe. Normalmente ele é feito baseado em algumas afirmações sobre Jesus e constitui no seu ponto mais fraco a questão da veracidade dos Evangelhos. Esquematicamente o argumento, que existe em várias formas dependendo do aspecto em específico sobre o qual Bora forma se baseia, defende que, se essas afirmações são válidas, alguém deve aceitar a legitimidade de Jesus como Filho de Deus e/ou Messias, e daí a existência de Deus.[1] As principais formas do argumento são:

  1. Argumento da sabedoria de Jesus
  2. Argumento do autoconceito de Jesus (Trilema de Lewis)
  3. Argumento da ressurreição de Jesus
  4. Argumento das profecias messiânicas bíblicas cumpridas em Jesus
  5. Argumento dos milagres operados por Jesus (forma específica do argumento dos milagres)
  6. Argumento da morte por uma mentira

Os argumentos Edit

Várias formas de argumentos cristológicos têm sido criadas. O argumento da ressurreição, ao que parece, vem sendo a mais fortemente defendida por acadêmicos, enquanto que outras, como o do trilema de Lewis, aparentam ser bastante rejeitadas por estes.

Sabedoria Edit

Uma das formas menos populares de argumento cristológico é baseada na sabedoria manifestada por Jesus em Seus ensinamentos.

Uma contra-apologética básica a esta versão é a crítica à inerrância bíblica (afirmar que não há como saber se Jesus realmente disse o que é tido como vindo dEle) e a defesa da posição de que Jesus não era realmente sábio.

Posição divina Edit

Uma das mais famosas versões, consiste em defender a existência de Deus baseado nas afirmações de Jesus nas quais Ele proclamou ser Deus ou Filho de Deus, ou ainda sobre as vezes em que isso foi testemunhado (a transfiguração no monte, por exemplo). A versão mais comum deste argumento é o trilema de Lewis.

As respostas da contra-apologética são diversas, sendo a mais genérica aquela que critica a inerrância bíblica.

Ressurreição Edit

A versão aparentemente mais defendida por acadêmicos, consiste em apresentar evidências de que Jesus realmente ressuscitou.

Um exemplo de argumento pela ressurreição seria:

  1. Em nosso mundo, eventos geram consequências (ex.: eu mato alguém, logo sou tachado como criminoso, sou perseguido, sou preso...)
  2. Grandes eventos tendem a gerar grandes consequências, provavelmente perceptíveis e registráveis.
    1. Por isso, grandes consequências unidas num único ponto são forte evidência de que este ponto de fato foi um evento verídico.
  3. Se Jesus morreu e ressuscitou, isso foi um grande evento.
  4. Logo, de (2), se Jesus morreu e ressuscitou grandes consequências ocorreram e que podem ser identificáveis.
  5. Várias grandes eventos que ocorreram 1)alegando serem consequência da ressurreição de Jesus, 2) possuindo características ("evidências", marcas) de que são consequência da ressurreição de Jesus e 3) que são perfeitamente explicáveis pela ressurreição de Jesus:
    1. A conversão e nova fé dos apóstolos.
    2. O surgimento da igreja.
    3. "Ninguém morreria por uma mentira"
    4. Derramamento do Espírito Santo até aos dias de hoje.
    5. Crescimento, disseminação e vitória do Cristianismo apesar de todos os fatores contrários.
    6. Outros.
  6. (A melhor explicação para estes eventos é, de fato, o evento do qual eles afirmam originar: a ressurreição de Jesus.)
    1. Havia várias razões pelas quais estas consequências jamais teriam ocorrido caso a ressurreição não fosse verdadeira.
    2. Por isso, várias consequências requerem de fato uma causa estrondosa.
    3. Esta causa não só é alegada como sendo a ressurreição de Jesus, como esta se encaixa perfeitamente como explicação. "Some sort of powerful, transformative experience is required to generate the sort of movement earliest Christianity was."[2]
  7. Logo, provavelmente Jesus de fato morreu e ressuscitou.

Ateus normalmente respondem tentando criticar a confiabilidade dos Evangelhos na narrativa da vida de Jesus através da apresentação de contradições, etc.

Profecias messiânicas cumpridas Edit

Um dos argumentos mais genéricos do Cristianismo (presente de forma similar no Islamismo) é a alegação de profecias presentes na Bíblia que foram cumpridas.

Milagres Edit

Esta versão consiste em considerar os diversos milagres operados por Jesus. Constitui numa versão específica do argumento dos milagres.

Morte por uma mentira Edit

Contra-apologética Edit

Uma gama considerável de objeções na área de contra-apologética já foi levantada contra as diversas formas do argumento cristológico, algumas das quais são as que seguem.

Tendo em vista que muitas das formas do argumento cristológico são baseadas nos relatos bíblicos, em especial os quatro evangelhos canônicos, uma das formas mais comuns de se atacar o argumento é pondo em dúvida a credibilidade dos mesmos, muitas vezes feito através do apontamento de falhas, paralelos com outros textos e religiões, entre outros.

Além desta, outras respostas mais específicas são dirigidas a cada forma do argumento em si. Por exemplo, no caso da ressurreição, aponta-se a idéia de que haja outras explicações para o evento, naturalísticas, que não a sobrenatural. Sobre o Trilema de Lewis, críticos como Richard Dawkins defendem que não há como saber se Jesus realmente proclamou-se Deus, i.e. não há como se averiguar este nível de precisão das informações contidas nos Evangelhos.

Notas

Referências

  1. Retirado de Christological argument na Wikipédia anglófona. Favor colocar data de visualização!
  2. Luke Timothy Johnson, The Real Jesus (San Francisco: Harper San Francisco, 1996), p. 136.
Argumentos para o Teísmo

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