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Argumento cosmológico segundo Platão

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O filósofo grego Platão foi o primeiro pensador a formular um argumento cosmológico para a existência de Deus, sendo oficialmente reconhecido como o criador dos argumentos cosmológico de movimento.[fonte?]

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A prova de Platão para um primeiro motor pode ser encontrada no décimo capítulo do livro Leis[1], tendo sido o primeiro a tentar provar cientificamente que [a] alma imortal é Deus[2], marcando assim o início do argumento cosmológico.

De acordo com o filósofo e teólogo cristão William Lane Craig, a prova de Platão pode ser esquematizada da seguinte maneira:

  1. Algumas coisas estão em movimento.
  2. Há dois tipos de movimento: movimento comunicado e auto-movimento.
  3. Auto-movimento implica em auto-movimento porque:
    1. Coisas em movimento implica um auto-movimentador como sua fonte de movimento
      1. porque de outra maneira não haveria um ponto de início para o movimento
        1. porque coisas que são movidas por outras implicam num motor primordial.
    2. Se todas as coisas estivessem descansando, apenas auto-movimento poderia surgir diretamente de tal estado
      1. porque uma coisa movida por outra implica na presença de outra coisa que se move.
      2. Mas isso contradiz a hipótese.
  4. Logo, a fonte de todo movimento é o auto-movimento, ou alma.
  5. Alma é a fonte do movimento astronômico porque:
    1. Os céus estão em movimento.
    2. Alma é a fonte de todo movimento.
  6. Há uma pluralidade de almas porque:
    1. Precisa haver pelo menos uma para causar movimentos bons.
    2. Precisa haver pelo menos uma para causar movimentos maus.
  7. A alma que move o universo é a melhor alma porque:
    1. Os movimentos dos céus são bons, sendo regulares e ordenados como aqueles da mente.
  8. Há muitas almas, ou deuses, porque:
    1. Cada corpo celeste é uma fonte de auto-movimento.[3]

Segue uma outra maneira proposta por Craig de esquematizar o argumento de Platão:

  1. Algumas coisas estão em movimento.
  2. Há dois tipos de movimento: movimento comunicado e auto-movimento.
    1. Movimento comunicado são transmitidos de outro.
    2. Auto-movimento é auto-originado.
  3. Movimento comunicado implica em auto-movimento.
    1. Coisas em movimento requerem auto-movimento como a fonte final do seu movimento.
      1. Se não houvesse uma auto-movimentada fonte final, então não haveria começo para o movimento comunicado.[nota 1]
      2. Se o movimento não tem começo, ele não pode existir agora.
      3. Mas movimento existe (1).
      4. Logo, precisa haver um começo do movimento comunicado numa fonte final e de auto-movimento.
    2. Uma origem temporal de movimento requer uma fonte de movimento temporal, primária e auto-movimentada [/automotiva].
      1. Movimento comunicado implica a presença de outra coisa que se move.
      2. Logo, movimento comunicado não pode ter sido a primeira coisa a ser originada.
      3. Auto-movimento é auto-originado.
      4. Logo, auto-movimento pode ter sido o primeiro movimento a se originar.
  4. Alma (Mente) é a causa de todo movimento.
    1. Movimento comunicado implica em auto-movimento (3).
    2. Auto-movimento é causado pelo poder animado das almas (mentes) de auto-movimentadores.
  5. Alma (Mente) é a causa de movimento astronômico.
    1. Os céus estão em movimento.
    2. Alma (Mente) é a causa de todo movimento (4).
  6. Há muitas almas celestiais (mentes).
    1. Movimentos regulares requerem a existência de boa alma (mente), enquanto que movimentos erraticos requerem a existência de má alma (mente).
    2. O movimento de cada corpo celestial requere uma alma (mente) como a causa de seu movimento.
  7. A Alma (Mente) que move o universo é a mais alta Alma (Mente).
    1. Pois ele dá ordem racional e movimento a todo o cosmos.[4]

Notas

  1. Tradução de "If there were no ultimate, self-moving source of motion, then there would be no beginning to communicated motion".

Referências

  1. Platão. Leis. [S.l.: s.n.]. Capítulo 10. p. 884-899. ISBN.
  2. Burnet, John. Greek Philosophy, pt. 1: Thales to Plato. London: Macmillan, 1914. p. 333, 336. ISBN.
  3. Craig, William Lane. The Cosmological Argument from Plato to Leibniz (em <Língua não reconhecida>). [S.l.]: Harper & Row Publisher Inc., 1980. Capítulo 1: Plato. p. 4. ISBN 1-57910-787-7.
  4. Craig, William Lane. The Cosmological Argument from Plato to Leibniz (em <Língua não reconhecida>). [S.l.]: Harper & Row Publisher Inc., 1980. Capítulo 1: Plato. p. 12-13. ISBN 1-57910-787-7.


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