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Argumento cosmológico Kalam/Crítica

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Argumento cosmológico Kalam
Introdução
Exposição
Crítica
Materiais

Muitas críticas contra o argumento cosmológico kalam têm sido levantadas, inclusive por filósofos teístas como Richard Swinburne[1]. Todavia, parte ou mesmo todas estas críticas já foram respondidas por William Lane Craig ou por outros filósofos.

Esta seção do artigo sobre o ACK visa mostrar uma lista contendo todas as objeções mais conhecidas já levantadas contra o argumento, bem como respostas a elas dadas pelos seus defensores.

Argumentos contra a primeira premissa Edit

Física quântica Edit

A crítica mais tradicional à primeira premissa do ACK consiste na afirmativa de que é do conhecimento dos seres humanos, através dos estudos na área de física quântica, que certos eventos ao nível quântico são incausados,[2] muitos dos quais consistem em "coisas que começam a existir". Por exemplo, revistas populares costumamente afirmam que partículas virtuais passam a existir "do nada",[2][3] ou que a emissão de fótons por certos átomos também ocorre "do nada".[4]

Esta afirmação é tanto diretamente lançada contra a primeira premissa ou é usada para tirar a conclusão de que "a lei de causa e efeito pode ser restrita ao mundo macro", uma posição que geralmente pressupõe que a primeira premissa é baseada na ideia de "lei de causa e efeito" de acordo com princípios e bases puramente científicos. Em ambos os casos, a alegação muitas vezes não se limita a demonstrar que a primeira premissa é falsa, mas é expandido ao raciocínio de que se é fato que ao nível quântico coisas começam a existir de forma não-causada, então é perfeitamente plausível que o universo também não tenha tido uma.[5]

Muito embora esta objeção seja insistentemente e repetitivamente defendida de maneiras variadas e por vários expositores, ela possui sérios problemas. As seguintes ponderações visam apresentar os erros de raciocínio e informação presentes nesta objeção:

  1. Não é verdade que os estudos da física quântica revelaram a ocorrência de coisas que vieram a existir sem uma causa. Esse engano está sendo sustentado pelos críticos com base em três problemas:
    1. A visão segundo a qual eventos ao nível quântico são incausados é originária da Convenção de Compenhaguem, que consiste não no resultado conclusivo de evidências, mas um paradigma da comunidade científica que estipulou que essa seria a interpretação dos eventos quânticos oficiais no meio científico. Todavia, existem em torno de dez possíveis interpretações, nem todas sendo indeterminísticas como a de Compenhaguem, e elas não se distinguem por serem mais baseadas em evidência do que outras.[6] Isso ocorre porque, muito embora a física quântica esteja bastante desenvolvida e certa em termos de equações e cálculos matemáticos, a interpretação de tais cálculos ao nível físico ainda é um assunto de debate. Resumindo, essa idéia não é conclusão científica, mas mera interpretação especulativa "paradigmizada".
    2. Mesmo que se admita uma interpretação indeterminística, os eventos ainda não são realmente incausados, pois tais ocorrem sempre na presença de uma coisa anterior, como o chamado "mar quântico" ou um estado anterior de existência,[7] o que, em ambos os casos, constituem numa "coisa". Em outras palavras, mesmo que seja fato que os eventos não possuem uma causa eficiente, eles ainda possuem uma causa material. Além disso, muitos dos exemplos de eventos incausados ao nível quântico na verdade não são incausados, apenas indeterminísticos, termos que não são sinônimos.[4]
    3. A idéia errônea de que a física quântica tem provado que coisas surgem do nada é fruto de trabalhos populares que utilizam a expressão "vir do nada" de uma forma diferente do que é apresentado pelo argumento, fazendo o crítico cometer uma falácia de equívoco. A mesma coisa ocorre quando a expressão é utilizada por acadêmicos significativos, como é o caso de Lawrence Krauss, que usualmente não são filósofos (antes, cientistas), e portanto encontram-se alheios ao significado da expressão num contexto metafísico que é o caso do argumento.
  2. Mais que ciência - princípio metafísico: A noção de "causalidade necessária" implícita na primeira premissa não consiste numa afirmação remodulada da lei da causalidade como sendo uma lei científica, mas como um princípio metafísico intuitivo que foi confirmado pela ciência. Essa observação gera certas consequências interpretativas, tais como:
    1. É perfeitamente concebível que sejam as pesquisas científicas que estão erradas do que o princípio filosófico esteja errado. O princípio filosófico é muito seguro e a maioria das coisas ao nosso redor corroboram esse princípio. Desta forma é muito mais racional crer que as pesquisas estão erradas do que o princípio esteja. A única refutação válida a este princípio seria por parte da própria filosofia.
    2. Não apenas esta lei, mas a questão de seres contingentes e necessários testemunha contra tal interpretação científica. Logo, alguém que defenda esta objeção precisa responder a dois pontos filosóficos muito mais prováveis e garantidos de estarem corretos do que a interpretação em questão.
    3. Se alguém prefere a garantia da filosofia do que pesquisas em andamento e de pouca segurança (veja pontos abaixo), não é obrigado a aceitar tal objeção.
  3. Possibilidade não implica necessidade: mesmo que ficasse definitivamente e inquestionavelmente comprovado que esta interpretação da física quântica esteja certa, isso não significa que o "furo" se aplique ao universo. Para alguém que defenda esse ponto, portanto, não basta apenas considerar a possibilidade, mas deve providenciar bons motivos para crer-se que este foi o caso. Não considerar este ponto levaria o contrariado a cair na falaciosa objeção da simples possibilidade.
    1. Observa-se também que, para que tenhamos um argumento como válido, não necessariamente precisamos ter absoluta certeza de que suas premissas são verdadeiras - o fato de que um argumento permanece em pé por vários anos não significa que seja irrefutável, mas pode ser apenas uma questão de tempo até ser desconsiderado -, mas essencialmente termos bons motivos para crer que as premissas são mais provavelmente verdadeiras do que falsas. Neste caso, tendo em vista a força dos princípios metafísicos em questão, a abudância da verificação empírica no universo e a simples intuição do senso comum, é plausível argumentar que tem-se muito mais motivos para crer que a premissa não só é mais provavelmente verdadeira como, no mínimo, é mais provavelmente aplicável ao surgimento do universo. Observa-se que o caráter "especial" de estar-se tratando do surgimento do universo não modifica essa análise, pois a questão é genérica e "transcendental".

Causa fora do universo Edit

Duas objeções foram levantadas contra a idéia de "causa" sendo aplicada ao universo. Uma alega que simplesmente não há como saber se o princípio de causalidade é aplicável ao universo e não tão somente às coisas que o constituem, como observamos. A outra alega que a inferência feita no argumento é baseada numa falácia de composição, uma vez que a alegação de que "tudo o que começa a existir tem uma causa" tenta estabelecer uma relação de causalidade no universo (o todo) com base em observações feitas em suas partes.[8][9]

Ambas as objeções, todavia, são inválidas.

No que diz respeito à primeira objeção, alega-se que não há motivo para supor que o princípio de causalidade contido na primeira premissa seja restrito às coisas das quais o universo é feito, em especial tendo em vista que se trata de um princípio metafísico que se aplica a qualquer coisa, seja às partes do universo, seja a ele, a outros possíveis universos ou ao próprio Deus (i.e. se Deus tivesse começado a existir, também teria que ter uma causa). Além disso, observa-se que pode-se usar a mesma estratégia usada por cientistas sobre as leis da física nesta premissa, quando observam que estas ocorrem na Terra e seus arredores observáveis e logo inferem que é assim em todo o universo (nota-se que este ponto não comete a falácia de composição porque não se está se tentando estabelecer uma propriedade de um todo com base em suas partes, mas uma propriedade de tudo com base em algumas coisas, sendo que esse "tudo" não constitui um "todo" já que não é um objeto, mas uma referência a todas as coisas que existem).

Em relação à acusação de a premissa cometer a falácia de composição, Bill Craig comenta que em nenhum momento de seu trabalho ele tentou estabelecer a veracidade da primeira premissa sobre o universo baseado na causalidade de suas partes, enquanto admitindo que, se o tivesse feito, o argumento realmente teria cometido esta falácia e seria inválido.[10] Este engano é provavelmente originado de um espantalho em relação à defesa de Craig, quando ele menciona nossa experiência no mundo ao apresentar a premissa, tendo em vista que a nossa experiência com as coisas que compõe o universo não é usada como fundamento para a premissa, mas como experiência confirmatória de que as coisas realmente procedem de acordo com o que a premissa alega.

Nada começa a existir Edit

Uma das objeções levantadas por usuários do site YouTube alega que nada na natureza "começa a existir", uma vez que tudo não passa de rearranjo de matéria já existente anteriormente.[11][12][13][14]

Esta objeção é demonstravelmente inválida através de pelo menos quatro áreas: filosofia da lógica, do tempo, cosmologia e experiência pessoal - esta última bastante defendida por Craig.[13]

Filosofia da lógica

Ao alegar-se que uma coisa não começa a existir porque suas partes não começaram a existir, comete-se a falácia de composição, que consiste em alegar que porque as partes de um todo possuem uma dada propriedade, então o todo também terá essa propriedade.

Filosofia do tempo e cosmologia do Big Bang

Mesmo que fosse a primeira parte fosse válida, os mesmos argumentos usados na filosofia e na cosmologia do Big Bang para mostrar que o universo é finito são aplicáveis aos átomos, de modo que podemos saber que estes começaram a existir.

Experiência pessoal

Como Bill Craig já apontou, nossa própria experiência pessoal em nosso dia a dia mostra que as coisas começam a existir, mesmo que sejam compostos de partes que existiam antes dela, i.e. mesmo que elas não passem de rearranjo de átomos. Como o filósofo retoricamente questiona, podemos ver que nós, seres humanos, começamos a existir - no momento da fecundação -, e não existíamos, por exemplo, na época dos dinossauros ou quando a Terra foi formada. "Onde eu estava quando essas coisas aconteceram?", indaga Craig ironicamente. Assim, durante o dia a dia, seja na nossa própria experiência, seja observando a fecundação e nascimento de outros seres, seja na criação de novas coisas (e.g. produção de um novo carro numa fábrica), percebemos que estas, de fato, começam a existir e não são eternas, mesmo que suas partes, que a constituem, já existissem antes.

Conclui-se, portanto, que a pré-existência da matéria que constitui uma coisa não implica que esta nunca começou a existir.[13] A questão depende única e exclusivamente da natureza eterna de um objeto, não da de suas partes.

Universal Wave Function Edit

Segundo uma crítica postada pelo usuário do YouTube Inqoinf, postular uma causa para o universo é inválido porque "a Função Onda do Universo(Wikipédia) implica que é altamente provável que um universo com as nossas características [i.e. as desse universo] irá vir à existência sem uma causa" e que este conceito de Everett "implica que há 95% de chance de o universo ter vindo à existência sem causa".[11] Em outras palavras, a primeira premissa é inválida porque o universo seria algo que começou a existir sem uma causa. Inqoinf também alega que a causalidade implícita na criação de Deus contradiz esta "lei" de duas maneiras: além de dizer que o universo veio sem causa, a FOU também alega que: 1) o universo veio a existir tão somente por causa de suas propriedades matemáticas naturais - o que entraria em contradição com a hipótese teísta que, ao alegar que um ser sobrenatural como Deus trouxe o universo à existência, defende que este veio a existir porque forças sobrenaturais agiram - e 2) a probabilidade de o universo vir a existir era de 95% - enquanto a hipótese teísta, fundamentada sobre o desejo de Deus de criar o universo, pressupõe uma probabilidade de 100%.[11]

Esta objeção é passiva de críticas e pode ser descartada pelos seguintes motivos:

  • Para que a objeção fosse aceitável, a FOU precisaria ter uma alta probabilidade ou mesmo uma garantia plena de estar correta. Todavia, ela ainda está em estudo e com possui pouco desenvolvimento e fundamento de evidências - i.e. está longe de ser uma "lei científica" como Inqoinf incorretamente a denominou. Isso coloca a objeção no mesmo problema encontrado no argumento de Hawking, que faz uso da ainda em estudo teoria das supercordas e da física quântica para defender que Deus não é necessário para se explicar a origem do universo. Uma vez que há toda uma justificada incerteza sobre a FOU, usá-la como algo pronto e definitivo não só é indevido, como injustificado e perfeitamente rejeitável.
  • De acordo com a explicação colocada pelo próprio Inqoinf, o conceito alega que o universo viria à existir por causa de suas "propriedades matemáticas naturais", o que o leva a cometer dois erros filosóficos: o primeiro consiste em alegar que o universo possuía alguma propriedade antes mesmo de existir (o que é um absurdo, já que algo inexistente não possui propriedade alguma), e o segundo é o de pressupor que algo inexistente viria a existir tão somente por causa de si próprio, quando na realidade não existe um "si próprio" para referenciar este "vir a existir" - já que esta coisa [o universo] não existe. A única "propriedade" que a inexistência de algo (não logicamente incoerente) contém é a potencialidade deste algo vir a existir, mas isso não exclui o princípio de causalidade ou o princípio metafísico contido na primeira premissa.

Raciocínio circular Edit

Uma das críticas levantadas contra a primeira premissa, especialmente defendida por Dan Barker,[15][16] alega que esta comete a falácia de petição de princípio (i.e. raciocínio circular)[17] uma vez que "a frase "tudo o que começa a existir" presume acomodar todas as coisas à exceção de Deus, o que acaba por colocar Deus na definição da premissa do argumento que visa justamente demonstrar a Sua existência".[8]

A crítica de Barker já foi refutada por Craig.[16][17]

Apenas slogan Edit

Filósofos como Graham Oppy alegaram que a primeira premissa é apenas um slogan.[18]

Falácia de divisão (composição) Edit

Numa outra crítica, afirma-se que há a falácia de composição presente na primeira premissa.[19]

Argumentos contra a segunda premissa Edit

A teoria do Big Bang não é certa Edit

A respeito da utilização da teoria do Big Bang como evidência de que o universo começou a existir, algumas críticas foram levantadas no que dizem respeito à credibilidade da teoria e de sua funcionalidade para o argumento.

Sobre a credibilidade, argumenta-se que tal teoria não deve ser usada sob a premissa de que ela não é certa, mas ainda carece de maiores estudos científicos. Além disso, argumenta-se também que há outras teorias que explicam as origens (se houve) do universo.[20]

Esta objeção, todavia, é bastante inútil, pois a utilização da razão demanda exatamente da utilização das evidências que dispomos, não das que porventura poderemos dispor no futuro. A ciência inteira baseia-se nisso para dizer as suas "verdades", e muitos ateus demonstravelmente não se preocupam com isso. Todavia, quando se trata de evidências para a existência de Deus, logo esta "profecia científica" de evidências futurísticas improvadas é lançada, gerando a hipocrisia - já que, pouco depois, estarão pedindo para que os teístas usem-se das evidências disponíveis agora.

A crítica sobre a funcionalidade consiste em afirmar que mesmo que a teoria do Big Bang seja correta, ela não deveria ser usada como evidência para a existência de Deus porque ela nada tem a dizer a respeito.[21]

Refutação: [22]

A origem do Big Bang é incerta Edit

Outras críticas levantadas contra o Big Bang afirmam que a pesquisa sobre essa teoria ainda não revelou o que veio antes do Big Bang, ou quais eram as condições presentes quando ele ocorreu.[23][24]

Ambas as versões desta crítica são ineficazes contra o kalam:

  • A alegação "não sabemos o que houve antes do Big Bang" revela desconhecimento sobre a teoria, pois de acordo com esta tanto o espaço quanto o tempo iniciaram-se no Big Bang, i.e. não há um "antes" da singularidade na qual poderia haver alguma coisa temporalmente - tanto que Deus não é alegado como existindo antes do Big Bang, mas sem o unverso.
  • Além disso, a primeira falha também porque o argumento justamente tenta dizer o que houve "antes" do (i.e. o que existia sem o) Big Bang! Tentar negar o seu uso alegando ignorância não é apenas se fechar ao que o argumento está tentando dizer (o que indica falta de honestidade da parte do não-teísta), mas negar a sua conclusão a priori.
  • A segunda crítica falha porque o kalam em nenhum momento faz uso ou depende das condições presentes no momento do Big Bang; o que ele requere é a informação de que o universo começou a existir e o entendimento das evidências atuais nos diz que o Big Bang - não importando suas condições - é o evento em que os argumentos filosóficos encontram sua confirmação nas evidências empíricas.

Multiverso explica a origem do universo Edit

Uma objeção levantada contra a hipótese de que Deus foi quem criou o Universo consiste em apontar a hipótese do multiverso como explicação para o surgimento deste.[25]

Esta resposta falha em alguns pontos: primeiro, mesmo que houvesse um multiverso, o teorema de Borde, Guth e Vilenkin demonstram que mesmo este teria de ter tido um início,[23] o que significa que, na melhor das hipóteses, esta explicação só coloca o caso um passo atrás. Outro problema é que o multiverso consiste em pura especulação científica; não há uma única evidência de que ele realmente exista, o que torna usá-lo como se fosse um dado real (e científico) algo totalmente injustificado. Colocar o multiverso de forma deliberada também consiste em aniquilar, sem menor explicação, como que matéria, tempo, espaço e energia puderam existir sem o universo se o que se tem hoje em dia aponta para a conclusão de que tais começaram com o universo, no Big Bang.

Nós não entendemos o Big Bang Edit

Em seu debate contra William Lane Craig, o físico Lawrence Krauss alegou que "nós não entendemos o Big Bang" e, após postular isso, alegou que o argumento Kalam (ou qualquer outro argumento para a existência de Deus que utilizasse o Big Bang em sua premissa) consistia num "Deus das lacunas", pois estaria inferindo a existência de Deus baseado em ignorância.[26]

A crítica de Krauss, todavia, é infundada, pois para que a segunda premissa do argumento Kalam seja derrubada (ou, mais apropriadamente, para que a utilização da cosmologia do Big Bang seja inviabilizada como defesa da segunda premissa) não é necessário que se entenda o Big Bang em algum nível significativo. Basta ser verdade o que o Big Bang implica - que o universo teve um começo - que a premissa já passa a ser válida, mesmo que nós não saibamos, nem com uma mínima precisão, como o Big Bang ocorreu. E, como o próprio Krauss defendeu no debate, nós podemos ter o Big Bang como um fato. Sendo assim, Krauss acabou defendendo a validade da segunda premissa.

Para que Krauss fosse bem-sucedido em sua crítica, não bastaria apenas alegar que nós não entendemos os Big Bang, mas ele teria que demonstrar que nós não entendemos o Big Bang ao ponto de não podermos dizer que o universo teve ou provavelmente teve um começo a partir desta teoria - o que não foi o que Krauss fez.

Primeira Lei da Termodinâmica Edit

Alguns críticos levantam a objeção de que a segunda premissa do ACK entra em contradição com a primeira lei da termodinâmica, que é popularmente entendida como a lei que afirma que a matéria e energia não se criam ou se destroem, ou seja, que a matéria apenas se reorganiza.[27][28]

Esta objeção é falha porque a primeira lei da termodinâmica é uma lei da natureza e, portanto, é válida enquanto temos o universo, mas não diz nada no que diz respeito ao início do universo.[27][28] De fato, seria bastante estranho se essa objeção fosse verdadeira, pois neste caso uma grande gama de cientistas profissionais que defendem o Big Bang - uma teoria cosmológica que defende o início do universo - estariam errados.[28]

Infinitude real de Deus Edit

Pessoas como Dan Barker[15][29] criticam a defesa filosófica da segunda premissa, que afirma que um infinito real não pode existir, alegando que esta, se verdadeira, volta-se contra a existência de Deus, já que Ele é infinito. Se isso é verdadeiro, então deve-se escolher entre a validade do argumento com a consequente impossibilidade da existência de Deus ou a Sua existência com um enfraquecimento da segunda premissa.

A alegação da infinitude de Deus é apresentada tendo como base tanto o que os próprios teístas dizem sobre Ele (quando estes afirmam que "Deus é infinito"), quanto baseado em sua alegada existência eterna[30][31][32][33] ou conhecimento eterno (onisciência).[30] Sobre o infinito com base na sua existência eterna e a resposta de Craig voltada para a noção de infinitude de Deus com base naquilo que os teístas falam a Seu respeito, o usuário do YouTube acidgawd999 comenta:[30]

Craig says that his god is eternal. Eternal means having infinite duration. Duration refers to time. Time is quantitative not qualitative. Craig's argument here is a complete failure.

A objeção, todavia, é inválida em todas as bases:

  • Quando o argumento fala em "infinito real", está-se falando de um conjunto de uma série infinita de coisas, ao mesmo tempo que o adjetivo "infinito", quando é aplicado a Deus por teístas, o é feito no sentido qualitativo e não quantitativo (que é o sentido do argumento).[33][34] Assim, apresentar a negação do argumento contra um infinito real contra Deus com base na alegação teísta de que "Deus é infinito" consiste numa falácia de equívoco (a mesma palavra está sendo usada com significados diferentes).
  • Em termos de existência eterna, Deus, segundo a visão apresentada no kalam (que pressupõe a teoria tensa do tempo), também não apresenta um infinito real porque Ele não apresentava ações antes da criação, tendo em vista que, não havendo o tempo antes do início do universo, Deus estava completamente parado (sem o tempo não há como haver ação e, por isso, a criação do universo em termos de causalidade foi numa relação instantânea).[35] Isso significa que a eternidade de Deus só foi temporal e só passou a constituir uma série de eventos a partir da criação, o que significa que a Sua eternidade não implica num infinito real.
  • Sobre sua onisciência, observa-se que a definição de que esta se trata de "conhecimento infinito" é incorreta, uma vez que a onisciência de Deus, segundo Craig (e que portanto é a definição incorporada no argumento), consiste na "propriedade de saber apenas e todas as proposições verdadeiras".[36][37] Como as proposições verdadeiras são finitas e somente potencialmente infinitas, a onisciência de Deus não implica num infinito real.[38]

Se Deus pode, por que não o universo? Edit

Numa forma de resposta à apologética anterior, ateus podem perguntar: "Se Deus pode ser eterno, então por que o universo não pode ser também?".

Craig já respondeu a esta objeção.[39]

Inifinitos reais são possíveis Edit

Eric Sotnak apresentou uma crítica ao argumento contra um infinito real sustentador da segunda premissa em "The Kalam Cosmological Argument and the Possibility of an Actually Infinite Future”, tendo como base não a natureza de Deus, mas a vida eterna ou uma vida eterna (na Terra).[40] O argumento de Sotnak é o seguinte:[40]

  • (AL1) God’s intellect apprehends Peter’s afterlife as unending.
  • (AL2) If God’s intellect apprehends Peter’s afterlife as unending, then God’s intellect either apprehends Peter’s afterlife as potentially infinite or as actually infinite.
  • (AL3) If God’s intellect apprehends Peter’s afterlife as potentially infinite, then there will be days of Peter’s afterlife that will come to pass that are not included in God’s intuitive apprehension of it.
  • (AL4) There is nothing that will come to pass that is not included in God’s intuitive intellect.
  • (AL5) Therefore, God’s intuitive intellect apprehends Peter’s afterlife as actually infinite.
  • (AL6) If God’s intuitive intellect apprehends Peter’s afterlife as actually infinite, then Peter’s afterlife is actually infinite.
  • (AL7) Therefore Peter’s afterlife is actually infinite.
  • (AL8) If Peter’s afterlife is actually infinite, then an actual infinite is possible.

-

  • (AL9) Therefore, an actual infinite is possible.

O tempo é eterno porque é invertido Edit

[41]

Argumentos contra a conclusão Edit

Conclusão não segue logicamente Edit

Crítica de Daniel Dennet de que Craig utiliza de premissas válidas para chegar a uma conclusão inválida. - William Lane Craig on Richard Dawkins and Daniel Dennett (Audio only)

Outros contra-argumentos Edit

Algumas críticas levantadas contra o Kalam não dizem respeito exatamente a uma premissa em específico, mas tangem idéias defendida pelo argumento, as implicações teológicas presentes nessa "causa" alegada pelo ACK ou à relação existente entre a primeira e a segunda premissa.

Raciocínio circular: existência exterior ao universo Edit

Uma crítica defendida por pessoas como Dhorpatan alega que a segunda premissa comete a falácia de petição de princípio (i.e. raciocínio circular) no momento em que o princípio da causalidade contido na primeira premissa é unido ao universo na segunda. De acordo com o que pode se entender do argumento de Dhorpatan, o princípio de causalidade só possui coerência quando inferido sobre coisas que não existem unicamente, mas juntamente de outras (tendo em vista que o princípio alega que algo é a consequência de outro algo, a sua causa, e assim na presença do princípio infere-se necessariamente a existência de no mínimo duas coisas). Logo, ao inferir o princípio de causalidade sobre o universo, precisa-se supor que este não é único (i.e. que toda a existência não está contida tão somente nele), mas que outra coisa também existe (a sua causa), sendo ele apenas uma parte em relação ao tudo; se o universo fosse tudo, seria incoerente aplicar o princípio de causalidade nele. Todavia, argumento Dhorpatan, é justamente a existência desta "existência" além do universo, em Deus, que o argumento almeja provar, e assim ele acaba por cometer uma petição de princípio: para se inferir o princípio de causalidade no universo através do qual se chega à existência de Deus - uma entidade fora do universo -, precisa-se pressupor que há uma realidade exterior a ele onde jaz sua causa, sendo que é justamente a existência de tal realidade exterior que está-se tentando demonstrar.[8]

O erro que Dhorpatan esta provavelmente cometendo é baseado num mal-entendido sobre a relação entre a natureza dos argumentos dedutivos e a falácia de petição de princípio.

Deus tem um invalidador Edit

Uma objeção levantada contra o kalam consiste num silogismo de valor oposto que demonstraria que Deus tem uma causa, dessa forma levando ao regresso infinito de causas.[42]

Petição especial Edit

Uma das objeções consiste em alegar que o argumento comete a falácia de petição especial. Esta objeção é levantada tanto na alegação de que definir Deus como não-causado é arbitrário"[5] quanto sobre a teoria do tempo que o argumento usa.

Ambas as críticas, todavia, são falhas.

Sobre a questão da não-causalidade de Deus, esta crítica não procede porque o entendimento de que Deus não possui uma causa deriva da compreensão da natureza de Deus como um ser metafisicamente necessário, atemporal, imaterial e eterno.[43] Uma vez que se entende que Deus está nesta condição de eterno e atemporal, volta-se para a primeira premissa - que alega que as coisas que começam a existir tem uma causa - e conclui-se que não há nenhuma petição especial: Deus é um ser sem causa, e isso derivando de sua própria natureza.[43][44] Craig ainda nota que esta resposta é aceita por ateus tendo em vista que a mesma lógica sempre foi apresentada por estes em sua tentativa de negar a existência de Deus como causa do universo ao dizer que este último era eterno e, portanto, não tinha uma causa.[44]

A segunda versão desta objeção alega que o argumento pressupõe a veracidade da teoria relativa do tempo mas, quando chega em Deus, troca para teoria tensa.[45][24]

Falácia de equívoco: causa Edit

Alega-se que o termo "causa" da primeira premissa e a "causa" da conclusão estão empregados em sentidos diferentes, o que leva a um engano.[5]

Trata-se de uma observação totalmente errada; Craig utiliza o termo causa segundo uma visão filsófica ampla de acordo com a filosofia aristotélica.[fonte?][46]

Trata-se de um típico contra-argumento de alguém que não leu o livro de Craig e, tendo como base a exposição simples e resumida de Craig em seus debates, acaba por dizer coisas sem sentido.

Falácia de equívoco: nada Edit

Uma outra objeção que alega que há uma falácia de equívoco no argumento alega que esta está presente no uso da palavra "nada" como origem do Big Bang.[47]

Falácia de composição Edit

Argumenta-se que a relação entre a primeira e a segunda premissa é incorreta, uma vez que, enquanto a primeira premissa aplica-se a "coisas", a segunda trata do universo que seria, na verdade, um "conjunto de coisas" e, logo, aplicar a primeira premissa à segunda na conclusão é cometer a falácia de composição: tratar um conjunto de coisas pela natureza das coisas que a compõe (i.e. dizer que o Universo precisa de uma causa porque as coisas nele precisam de uma).[5][8] Outra maneira de se fazer esta acusação é simplesmente afirmar que "tal afirmação é válida para tudo no universo, mas não é válida para o próprio universo", uma afirmação que também se dá ao argumento da contingência.[48]

Trata-se de uma resposta falaciosa:

falácia do espantalho pois, como o argumento da contingência aponta, o Universo é, justamente por ser um conjunto de coisas contingentes, uma coisa contingente (i.e. dizer que o Universo precisa de uma causa é semelhante a dizer que as coisas [que compõe o universo] precisam de uma causa, o que de maneira alguma está errada); ou seja, o que esta sendo feito é ignorar considerações preliminares.
taxicab fallacy[48]

Outro: [10]

Falsa dicotomia Edit

O site ateísta Iron Chariots Wiki aponta que o argumento não defende a existência de Deus, uma vez que a causa do universo defendida na conclusão do argumento não necessariamente tem que ser uma causa sobrenatural (i.e. Deus).[5][45]

Trata-se de uma falácia de espantalho, uma vez, enquanto que é verdade que o silogismo que constitui a essência do argumento não defende a existência de Deus direta e explicitamente (e Craig reconhece isso[49]), o argumento passa a defender Deus no momento em que se considera as implicações filosóficas e teologícas contidas na alegada "causa do universo". Dessa forma, a única maneira da crítica funcionar seria no caso de tão somente o silogismo principal do argumento estar sendo defendido, o que não é o caso (Craig sempre adiciona as implicações em suas apresentações).

Deus das lacunas Edit

Esta objeção afirma que ao colocar Deus como causa do Universo, está-se aplicando um argumento Deus das lacunas, já que "porque a ciência não sabe o que originou o Universo, então foi Deus".[50] Também se diz que isso seria uma ação anti-científica.[50]

Todavia, esta objeção está correta em primeiro lugar porque não se trata de um "preenchimento de ignorância", mas um raciocínio dedutivo, i.e. Deus segue necessariamente e lógicamente das premissas. Em segundo lugar, não se trata de um raciocínio anti-científico mas literalmente além da ciência, e "não é a toa que é chamada metafísica".[50]

Causa fora do tempo Edit

Argumenta-se que se o tempo começou a existir no Big Bang e se as relações de causas são feitas temporalmente (i.e. as causas precedem suas consequências temporalmente), então a noção de causa empregada por Deus em relação ao início do Universo é desprovida de sentido, ou simplesmente falsa.[51]

Esta idéia é falsa, pois uma causa não necessariamente precisa preceder a consequência temporalmente, mas pode ser no mesmo momento, sendo esta justamente a posição defendida pelo Kalam.[22][52]

Atemporalidade de Deus e suas ações Edit

O argumento também é criticado por alegar a existência de Deus como um ser fora do tempo e espaço quando, ao ler-se sobre Suas supostas ações na Bíblia ou no Alcorão ou mesmo na idéia de criação por parte de Deus contida do argumento, faz parece que Deus é um ser temporal.[24]

Esta objeção consiste num espantalho sobre as considerações filosóficas sobre Deus presentes na defesa do argumento, pois Craig já deixou claro que a visão de Deus presente no argumento no que diz respeito à Sua relação com o tempo é uma que alega que Deus é um ser atemporal sem o universo mas temporal com o universo,[53] e por isso Ele age e pensa no e a partir do momento da criação.

Criação ex-nihilo não faz sentido Edit

Segundo alguns críticos como Austin Dacey, a proposta de criação ex-nihilo (do nada em termos materiais) é desprovida de sentido ou meramente impossível, i.e. incoerente.(ref: debate entre Craig e Dacey, parte 7 ou 8)

Todavia, tal crítica não possui força argumentativa porque, como aponta Craig, na visão ateísta há uma dupla incoerência no que diz respeito à criação do universo, já que este teria que ter surgido sem causa e do nada, enquanto que na visão teísta a causa do universo pode não ter sido uma causa material (Deus), mas uma causa produtiva, de modo que o teísmo passa a ser uma hipótese bem mais plausível.[22]

O universo é a sua causa Edit

Algumas pessoas como o filósofo ateu Daniel Dennett concordam com o argumento até a sua conclusão, negando, todavia, que Deus tenha sido a causa do universo; antes, eles dizem, o universo é a sua própria causa, i.e. o "universo criou-se a si mesmo".[54]

Esta resposta é inválida, todavia, porque a própria ocorrência de causalidade só é possível entre uma causa existente trazendo à existência uma consequência, sem a causa, inexistente, de modo que para o que o universo pudesse criar algo ele precisaria ser existente quando, ao dizer-se que ele causou a si mesmo, está-se dizendo que o universo não-existindo, tal como se existisse, fez com que ele mesmo viesse a existência.[54]

Dawkins e os atributos divinos Edit

Em seu livro Deus, um delírio, o biólogo ateu Richard Dawkins criticou o argumento não em termos de demonstrar que alguma de suas premissas é falsa, mas que ele era incapaz de demonstrar que Deus possui certos atributos originalmente atrobuídos a Ele pelas grandes religiões monoteístas, como ouvir orações.[55][56]

Todavia, como Craig colocou, esta objeção é irrelevante porque não é o objetivo do argumento demonstrar que Deus possui todas estas características, de modo que fica sem haver problema algum se alguns dos atributos divinos não forem demonstrados por um argumento.[55][56] De fato, é justamente porque nenhum argumento para a existência de Deus consegue demonstrar todos os seus atributos uma das causas porque é preferível fazer-se casos cumulativos para Deus do que apresentar apenas um único argumento. De fato, se observar que um argumento deve ser descartado porque não consegue demonstrar todos os atributos divinos são verdadeiros é uma objeção válida, então uma estratégia similar poderia ser apresentado a todos os argumentos contra a existência de Deus, pois todos eles também são incapazes de demonstrar que todos os conceitos divinos não existem; antes, visam demonstrar que um tipo específico de Deus, com definições espressamente apresentadas, não existe (e.g. um dos argumentos três-O como o problema do mal visa demonstrar que o conceito de Deus que diz ser Ele ao mesmo tempo onipotente, onisciente e onibenevolente não pode existir, mas isso deixa em aberto a existência de um Deus com apenas dois destes atributos).

Referências Edit

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  3. Don't Virtual Particles Prove Something Can Come From Nothing? (em inglês). Estrelando William L. Craig. Publicado no YouTube por drcraigvideos em 25 de junho de 2009. Visualizado em 21 de dezembro.
  4. 4.0 4.1 Aren't Atoms Emitting Photons Prove an Event Without a Cause? And What About Radioactive (em inglês). Estrelando William L. Craig. Produzido e editado por ReasonableFaith.org e publicado no YouTube por drcraigvideos em 28/06/2011. Visualizado em 11 de setembro de 2011. Duração: 3:37.
  5. 5.0 5.1 5.2 5.3 5.4 Kalam (em inglês). Iron Chariots Wiki. Página visitada em 2010. "There's nothing in the laws of physics which demands that the law of cause and effect be more than generalizations for interacting with the world above the quantum level."
  6. Quantum Mechanics vs The Kalam Cosmological Argument (em inglês). Estrelando William L. Craig. Publicado no YouTube por drcraigvideos em 04/03/2011. Visualizado em 12 de março de 2011.
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  9. Cline, Austin. Unsupported Premise in the Kalam Cosmological Argument (em inglês). Página visitada em 10 de fevereiro de 2011.
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  34. Craig, William Lane. Is God Actually Infinite? (em inglês). ReasonableFaith.org. Página visitada em 12 de outubro de 2010. "Rather the key to your question is to understand that the mathematical notion of an actual infinite is a quantitative concept. It concerns a collection of definite and discrete elements that are members of the collection. But when theologians speak of the infinity of God, they are not using the word in a mathematical sense to refer to an aggregate of an infinite number of elements. God's infinity is, as it were, qualitative, not quantitative. It means that God is metaphysically necessary, morally perfect, omnipotent, omniscient, eternal, and so on. Really "infinity" is just a sort of umbrella term used to cover all of God's superlative attributes. If you abstract away all of those attributes, there really isn't any distinct attribute called "infinity" left over. But none of those attributes need involve an infinite number of things."
  35. Craig, William Lane. God, Time, and Creation (em inglês). ReasonableFaith.org. Página visitada em 12 de outubro de 2010. "The reason I hold God to be timeless without the universe is that I think that an infinite regress of events is impossible, and, according to a relational theory of time, in the absence of any events time would not exist. The reason I hold God to be temporal since the beginning of the universe is that the creation of the universe brings God into a new relation, namely, co-existing with the universe, and such an extrinsic change alone (not to mention God’s exercise of causal power) is sufficient for a temporal relation."
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  37. Craig, William Lane. Is God Actually Infinite? (em inglês). ReasonableFaith.org. Página visitada em 12 de outubro de 2010. "To take your example, Alan, omniscience need not entail knowing an infinite number of, say, propositions, much less having an infinite number of thoughts; nor need we think of omnipotence as entailing the ability to do an infinite number of actions.1 When we define omniscience as knowledge of only and all true propositions, we are expressing the extent of God's knowledge, not its mode. The mode of God's knowledge has traditionally been taken to be non-propositional in nature. God has a single undivided intuition of reality, which we finite knowers break up into individual bits of information called propositions. Thus, the number of propositions is at best potentially infinite."
  38. Craig, William Lane. God's Omniscience and Kalam (em inglês). Reasonable Faith Podcast. ReasonableFaith.org. Página visitada em 12 de outubro de 2010.
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  40. 40.0 40.1 Craig, William Lane. Omniscience and Actual Infinity (em inglês). ReasonableFaith.org. Página visitada em 12 de outubro de 2010.
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  55. 55.0 55.1 William Lane Craig on Richard Dawkins and the Cosmological argument (em inglês). Estrelando William Lane Craig. Publicado no YouTube por drcraigvideos em 8 de setembro de 2009. Visualizado em 13 de novembro de 2010. (Palestra completa aqui)
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Crítica Edit


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